O Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens da
Universidade Regional do Cariri (URCA), em Santana do Cariri, é um dos
equipamentos mais visitados da Região, evidenciando o turismo científico
regional, proporcionado pela universidade, que guarda uma das maiores
coleções de fósseis do período Cretáceo das américas.
Somente em 2019,
segundo dados fornecidos pelo URCA, o local foi visitado por 27.156
pessoas. Considerado um número expressivo de visitantes, o museu tem
passado, nos últimos anos, por reestruturação e requalificação para
melhor atender à comunidade científica.
O
destaque de visitação de alunos, pesquisadores e público em geral está
para os estrangeiros, de diversos países do mundo, como Angola,
Alemanha, Argentina, Áustria, Austrália, Cabo Verde, Dinamarca, França,
Reino Unido, Grécia, Itália, Japão, México, Malásia, Estados Unidos,
Uruguai, Vaticano, Vietnã, entre outros países.
O
Museu foi criado em 1985, pelo então Prefeito de Santana do Cariri,
Plácido Cidade Nuvens, Ex-Reitor da URCA, falecido no final de 2016, e
doado à universidade em 1988. Durante todos esses anos, o local passou
por diversas reestruturações como forma de melhor atender ao público
turístico e aos pesquisadores de diversas partes do mundo.
O
Museu integra o território do Geopark Araripe, Programa da
Universidade, e atua com práticas extensionistas na comunidade. Em
média, recebe cerca de 2 mil visitantes por mês.
Mais de 5 mil fósseis
Atualmente,
são mais de 5 mil fósseis de vários grupos: troncos petrificados,
impressões de samambaias, pinheiros e plantas com frutos; moluscos,
artrópodes, peixes, anfíbios e répteis. Os exemplares atraem a atenção
de pessoas do mundo inteiro, pela qualidade de preservação das peças.
O
espaço conta com uma biblioteca temática, na qual os alunos podem
estudar e conhecer mais sobre o local em que vivem, além de uma equipe
de técnicos e estagiários para atender aos interessados. No Museu também
são desenvolvidas oficinas de réplicas de fósseis e pinturas para
estudantes, com incentivo à preservação das peças de milhões anos. Essas
atividades são realizadas através de parceria com a Pró-reitoria de
Extensão da URCA.
Nova configuração
Reinaugurado
em janeiro do ano passado, com uma nova configuração, o Museu apresenta
quatro espaços expositivos diferenciados. A parte superior abriga a
exposição permanente de fósseis. Nessa galeria os fósseis estão
divididos em espécies vegetais e animais. São cerca de 300 peças em que
se demostra a diversidade e a riqueza da Chapada do Araripe.
Uma
das grandes preocupações dos técnicos e especialistas com a reforma,
seria dar uma nova configuração ao espaço, que possibilitasse um caráter
mais didático da paleontologia, além de promover uma interação maior
com o público visitante.
O Memorial Plácido Cidade Nuvens,
um dos primeiros espaços percorridos, apresenta uma linha do tempo que
traça um paralelo entre a história do Museu, desde a sua fundação, e a
trajetória profissional do seu fundador, Plácido Cidade Nuvens.
O
salão inferior do Museu conta com as exposições temporárias. O quarto
espaço expositivo é o território lúdico, onde se encontram esculturas
inspiradas nos pterossauros do Cretáceo. Nesse espaço se encontram o
laboratório de paleontologia, a biblioteca, lojinha e o café do museu.