Pretos e pardos são maioria nas universidades públicas no Brasil, diz IBGE
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personBlog do Amaury Alencar
novembro 14, 2019
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Pela primeira vez, há mais pretos e pardos no ensino superior
público no Brasil do que brancos, mostram dados divulgados nesta quarta
(13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os dados, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
(PNAD), são de 2018 e apontam 50,3% de pretos e pardos nas universidades
públicas brasileiras. Já brancos e outros compõem 49,7% do total, o que
indica subrepresentação do primeiro grupo -na população em geral, 55,8%
são negros (pretos e pardos, pelo critério do IBGE). Valter Campanato/Agência Brasil
Um dos fatores aos quais o IBGE credita esse avanço é o sistema de
cotas, que reserva vagas a candidatos de determinados grupos
populacionais, além de programas de apoio e expansão em universidades
federais.
“Nesse contexto, a despeito das menores taxas de conclusão do ensino
médio e de ingresso no ensino superior, em 2018, estudantes pretos ou
pardos passaram a compor maioria nas instituições de ensino superior da
rede pública do país.
Desde 2016, pelo menos 50% das vagas disponíveis no Sisu (Sistema de
Seleção Unificada), um dos programas de cotas, são distribuídas por
critérios de renda, cor ou raça, conforme determinação do Ministério da
Educação.
Na rede privada, a maioria ainda é de brancos e outros: 53,4% fazem
parte desse grupo. Já negros e pardos representam 46,6% do total.
Mas, segundo o IBGE, o número também representa um aumento: eram
43,2% de negros e pardos nas universidades privadas em 2016. A melhora
se deve especialmente a programas de financiamentos estudantis, como o
Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e o Prouni (Programa
Universidade para Todos).
Na divisão por idade, 55,6% dos estudantes pretos e pardos entre 18 e
24 anos estão nas universidades do país, enquanto 29,6% deles ainda
estão no ensino médio e 4,9% não saíram do fundamental.
Segundo o IBGE, o percentual de negros cursando ensino superior
aumentou de 50,5% em 2016 para 55,6% em 2018, mas continua abaixo dos
78,8% de brancos dessa faixa etária que cursam uma faculdade. Fonte: Folhapress