Ministério da Saúde: 135 mil convivem com HIV no país e não sabem
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personBlog do Amaury Alencar
novembro 30, 2019
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Às vésperas do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado
no domingo (1) o Ministério da Saúde fez um alerta: 135 mil pessoas no
Brasil convivem com o vírus HIV e não sabem.
Na avaliação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, houve
ganhos importantes nos últimos anos, mas ainda há uma série de desafios.
”Temos uma epidemia estabilizada em torno de 900 mil pessoas com casos
de Aids, e podemos observar uma epidemia, principalmente em homens
jovens, na faixa etária de 25 a 39 anos. É com essa população que
precisamos trabalhar prioritariamente”, disse. Arquivo/Agência Brasil
De acordo com os dados apresentados hoje (29), das 900 mil pessoas
com HIV, 766 mil foram diagnosticadas, 594 mil fazem tratamento com
antirretroviral e 554 mil não transmitem o HIV.
O balanço aponta ainda que o número de contaminados continua subindo
no país: há um ano, eram 866 mil pessoas. Somente no ano passado, foram
notificados 43,9 mil novos casos.
Ao ressaltar que o Brasil oferece acesso universal ao tratamento, não
só de Aids, mas também HIV, o ministro da Saúde comemorou a redução nos
casos e, também, na mortandade causada pela doença. Foram evitados
quase 12 mil registros de Aids entre 2014 e 2018, e houve queda de
mortalidade em 22,8% no período de cinco anos. “Encerrando o ano de
2019, veremos uma diferença ainda maior. Não podemos ter casos de morte
com aids”, disse.
Campanha
A nova campanha do Ministério é direcionada à população jovem, onde a
contaminação está crescendo. O foco é reforçar a importância da
prevenção, testagem e tratamento: “Se a dúvida acaba, a vida continua.
Precisamos incentivar o diagnóstico precoce para salvar vidas. O maior
problema ainda é o medo. É importante esse incentivo para fazer o teste.
Temos que atingir metas internacionais, como algumas cidades já estão
fazendo. E o Brasil, da forma como está indo, ainda precisa testar 90%
da população”, disse o diretor do Departamento de Vigilância, Prevenção e
Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids, Gerson
Pereira.
Até o fim do ano, o governo estima que serão distribuídos 462 milhões
de preservativos, que segundo o Ministério é a forma mais eficaz de
prevenção. HIV e Aids têm diferença. A primeira situação é quando a
pessoa é portadora do vírus. Na segunda, o infectado já desenvolveu a
doença.
Transmissão vertical
Mandetta também comemorou a informação de que o município de São
Paulo receberá certificação pela erradicação vertical do HIV, quando o
vírus é transmitido durante a gestação, parto e amamentação. No Paraná,
as cidades de Curitiba e Umuarama foram as primeiras a serem
certificadas em 2017 e 2019, respectivamente. Fonte: Agência Brasil