I Mostra de Cultura Afro- assareense em Assaré empolga e alcança seu objetivo

Blog do  Amaury Alencar

Com o objetivo de valorizar a Cultura Afrodescendente, que mesmo sendo vivenciada no cotidiano, passa sempre por despercebida ou então massacrada, as secretarias de Educação, Cultura e Administração Municipal resolveram sair em defesa desta temática, que entrou, não somente na programação para do Dia da Consciência Negra, mas nas políticas sociais e educacionais do ano inteiro.
A essência da I Mostra da Cultura Afrodescendente tem raízes na Escola Batistina Braga, que já desenvolve um projeto interno neste sentido, ao explorar o tema junto aos seus alunos. Pegando esse gancho, as pastas se uniram diante do impactante tema e resolveram dá grandiosidade ao Projeto, retirando as suas experiências bem sucedidas de dentro das quatro paredes da Batistina Braga para ampliar o público, ao levar a outras escolas. 
Para dá o formato pedagógico ao Projeto, as secretarias foram em busca de parceiros. E nesta busca, encontraram  a Escola de Saberes Ave e Poesia e as Escolas: Moacir Mota, Maria Isabel, Joaquim Neco da Costa, Ananias Ferreira de Melo, Antonio da Silva Leal, Patativa do Assaré,  Antonio Ângelo da Silva e Batista de Assaré.
O evento teve o seu ponto culminante na noite desta quarta-feira, (20), na Praça Gomes de Matos, quando as escolas desenvolveram uma programação de repercussão nacional.   Todas as atividades foram desenvolvidas pelo alunado das escolas parceiras e  se detiveram no mesmo objetivo: refletir e mostrar a sociedade o significado e importância desse dia, através de manifestações culturais, desde desfiles, dramatização, roda de capoeira, construção de acessórios afro, danças, como ainda, músicas, poesias entre outras.
A Praça foi previamente preparada com palco. Tendas, cadeiras e som para receber este grande projeto. Sob cada tenda, a escola expunha o seu tema. Algumas delas, apresentaram cenas vivas com os alunos e outras através de fotografias também de alunos afro-descendentes. Na tenda da Escola Joaquim Neco da Costa, de Genezaré, os alunos narraram a história da Casa Grande do Infincado, onde a mão de obra escrava foi explorada abundantemente, nas fazendas do Barão de Aquiraz. 

A gastronomia negra foi igualmente lembrada neste projeto. A Escola Batistina Braga levou comidas típicas. O público lotou a praça como ocorre nos grandes eventos desta cidade. A perfeição na exploração do tema a cada apresentação era recompensada por salvas de palmas intermináveis.
Em suas falas, os secretários Vavá Gois, (cultura) e Eldevanha de Souza (educação) sentiram firmeza quanto a receptividade do projeto pela sociedade ali representada pelo grande público. Para os núcleos gestores, professores e alunos das escolas envolvidos na I Mostra da Cultura Afro – assareense também não foi diferente. 

Como de fato. A repercussão positiva rapidamente tomou conta do País pelas redes sociais. Mensagens parabenizavam os organizares do evento, em especial ao prefeito Evanderto Almeida.
E por falar em Evanderto, o mesmo não pode comparecer porque se encontrava em Fortaleza, tentando liberação de recursos. Mas, telefonou em seguida, para dizer que não perdera um lance sequer das apresentações. E aproveitou para elogiar as escolas e as secretarias de Educação e Cultura pelo brilhante trabalho.    


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