Eles vivem de bater em mim” declara Heitor Freire sobre deputados André Fernandes e Delegado Cavalcante

Blog do  Amaury Alencar



“Isso só enfraquece o partido” –  foi o que disse Heitor Freire sobre o conflito interno com os deputados estaduais André Fernandes e Delegado Cavalcante que nutrem uma animosidade com o parlamentar federal. Em entrevista ao Alerta Geral nesta segunda-feira (11), o deputado afirmou que as divergências são fruto da sua não concordância com certos entendimentos e petições dos colegas de partido:
Tudo isso começou quando quiseram ser candidato a prefeitura de Fortaleza, quando quiseram uma diretoria aqui em Fortaleza, quando eu dou um diretório eu depois não posso mover, fico sem poder durante dois anos e aí eles podem lançar candidato e a candidatura de Fortaleza era a mais importante. Na época que o André era presidente ele queria um diretório, ventilava que seria candidato e eu fui contra.
Entrevistado pelos jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, o presidente estadual do Partido Social Liberal comentou sobre as articulações do partido para 2020, ano de eleições municipais , afirmando que a sigla tem reunido nomes interessados e construído suas bases na capital e no interior para chegar forte no ano que vem.
“A gente tá formando os diretórios, estamos formado as chapas para vereadores aqui na capital tem uma boa quantidade de pré-candidatos, a gente continua fazendo nosso dever de casa, quando for no ano que vem a gente vai decidir se a gente vai numa eleição solo ou apoiar o Capitão Wagner ou quem são os candidatos, ano que vem a gente toma essa decisão”
Relação com Jair Bolsonaro
Passado o período de divergências e conflitos à nível nacional no PSL, o deputado Heitor Freire declarou nesta segunda-feira que continua na base aliada e segue apoiando o presidente Jair Bolsonaro. Além da relação com o governo federal após racha no partido, o parlamentar esclareceu polêmicas recentes envolvendo sua pessoa.
“A mídia gosta muito de sensacionalizar e gosta também de polarizar, mas assim a verdade é que existem disputas, existiu em um certo momento, mas ninguém saiu da base de apoio do governo Bolsonaro não. Um parlamentar ele mostra sua fidelidade nas suas votações. 100% das minhas votações tem sido de acordo com o governo Bolsonaro, então, eu tô muito tranquilo quanto a isso, semanalmente estou em comissões defendendo o governo, defendendo o nosso presidente, não sai da base, continua aliado ao nosso presidente Bolsonaro”
Enquanto Bolsonaro trabalhava para colocar o filho na função, o presidente nacional do partido, Luciano Bivar, lutou para seguir com Delegado Waldir na posição, e o deputado Heitor Freire ficou como apoiador deste último, causando certa animosidade com Bolsonaro e apoiadores próximos.

Apesar do conflito interno, Heitor garantiu que permanece como um defensor do presidente Jair.
Ele complementou afirmando que considerava “desnecessário” alçar um novo nome à presidência do partido, tendo em vista que as eleições internas das siglas ocorrem sempre em dezembro. “De onde eu venho, acordo no fio do bigode não se quebra”, disse o deputado ao falar sobre o compromisso que tinha firmado com o Delegado Waldir, o qual semanas depois viria a sair do cargo e apoiar Eduardo Bolsonaro.

Conversa vazada

Sobre as acusações sofridas de que teria vazado uma conversa privada com o presidente Jair Bolsonaro manifestando seu desejo de tomar a liderança nacional do PSL, Heitor Freire negou e declarou ter entrado com processo na instância cível e criminal contra parlamentares que lhe acusaram de forma indevida:
“Os que me conhecem sabem da minha índole e sabem do meu relacionamento com o presidente Jair Bolsonaro, eu já conheço Jair Bolsonaro há quatro, cinco anos, eu já estive em muitas reuniões sensíveis com ele e agora eu ia liberar uma informação tão idiota, tão fútil como era aquela.  Até os jornais ele citaram que o áudio estava cortado e editado, não dava pra saber a procedência daquele áudio”
Na sequência, ele citou que um deputado estadual do estado do Ceará agiu com irresponsabilidade muito grande quando o acusou, referindo-se ao parlamentar André Fernandes. Heitor disse que já processou o colega parlamentar na instância cível e criminal. Acusado de traidor, ele questiona:
“Como eu sou traidor se 100% das minhas votações tem sido alinhadas com o governo Bolsonaro?”

Gastos com panfletos

Citado em matéria do jornal Estado de São Paulo como um dos deputados que teria efetuado altos gastos com impressões de panfletos em uma gráfica de Brasília que na verdade era uma empresa fantasma, Heitor Freire esclareceu a questão para os ouvintes e internautas do Alerta Geral após ser indagado pelo jornalista Beto Almeida:
Primeiramente, o proprietário dessa empresa (Max) ele já fornece material na Câmara dos Deputados há quase duas décadas, ele é um conhecido fornecedor de produto na Câmara para deputados e senadores, ele não é ninguém desconhecido. Segundo, essa empresa ela forneceu material pra centenas de deputados, porque somente citaram o meu nome? Tá na cara que foi uma matéria comprada, tendenciosa e editada, e digo mais, criminosa, porque nem direito de resposta me deram
Heitor disse que a empresa convocou o repórter para maiores esclarecimentos, porém este não compareceu. Ele disse que todo material tinha nota fiscal e tudo estava registrada na Câmara Federal, sendo que a empresa possui registro na Secretaria da Fazenda de Brasília. Acerca da matéria, o parlamentar que o jornal Estadão está sendo processado e que “há alguém tentando lhe derrubar”.


Por fim, o deputado relevou estar a caminho de Brasília para articular com demais deputados uma espécia de “trava” na Câmara Federal até que o presidente da casa Rodrigo Maia ponha em trâmite a Proposta de Emenda à Constituição que torna mais claro o texto constitucional sobre a prisão dos condenados em segunda instância, a fim de reverter os efeitos da decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal.


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