Bolsonaro analisou o cenário
internacional e fez comparativos com a Argentina, alegando que "não
houve nenhum badernaço, porque já era uma tendência a turma da Cristina
voltar ao poder, como voltou". Por esse motivo, não seria admitida a
reprodução dos protestos do Chile no Brasil para manter a estabilidade
nacional.
“Agora tem que se preparar porque, na
América do Sul, o Brasil é a cereja do bolo. Se nós aqui entrarmos em
convulsão, complica a situação”, complementou Bolsonaro .
O filho do presidente, o deputado
federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), disse em entrevista que se no Brasil
ocorrer o que acontece no Chile, é possível implantar um novo Ato
Institucional de número 5, o mais rígido em privação de autonomia e
liberdade de expressão implementado durante a ditadura militar no país.
Jair Bolsonaro está incomodado com os
discursos do petista sobre "agir como Chile e atacar". Presidente
afirmou que a "LSN está aí para ser usada"
O pronunciamento do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva que disse aos militantes para "seguir o exemplo do
povo do Chile e atacar” incomodou Jair Bolsonaro . O atual presidente
afirmou que, caso Lula tente subverter a ordem constitucional, será
enquadrado na Lei de Segurança Nacional (LSN) para voltar à prisão.
"A Lei de Segurança Nacional está aí
para ser usada. Alguns acham que os pronunciamentos, as falas desse
elemento [ Lula ], que por ora está solto, infringem a lei. Agora, nós
acionaremos a Justiça quando tivermos mais do que certeza de que ele
está nesse discurso para atingir os seus objetivos", disse Bolsonaro em
entrevista ao Antagonista.
Uma série de políticos e instituições
recriminaram a fala do deputado, incluindo o próprio Jair Bolsonaro.
'Quem quer que fale de AI-5 está sonhando', disse o presidente.
Com informações do portal Último Segundo
