
Com
o objetivo de desafogar as unidades prisionais do Ceará, centenas de
presos provisórios e apenados recebem tornozeleiras para serem
monitorados eletronicamente. Somente no mês de outubro deste ano, 166
pessoas quebraram o monitoramento. Desse total, 32 já foram condenados e
outros 134 estavam cumprindo medidas cautelares. Por causa do
rompimento do equipamento, todas essas pessoas estão na condição de
foragidas. Segundo estatísticas da Secretaria da Administração
Penitenciária do Ceará, o número de foragidos representa cerca de 3% dos
5.390 monitorados por tornozeleira no mês de outubro.
O
número de “tornozelados” foragidos registrou um acréscimo. Em outubro
de 2018, a Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará registrou
que 107 presos monitorados descumpriram a sentença. Foi um aumento de
aproximadamente 55%, se comparado com igual período deste ano, que
registrou 166 casos de violação. Entretanto, a Secretaria explica que,
em um ano, a quantidade de monitorados mais que dobrou, e que por essa
razão, ela não considera como aumento os números absolutos de violação.
Em
2019, houve diferentes registros de casos nos quais os presos com
tornozeleira foram capturados suspeitos de cometer outros crimes. A
maior parte dos monitorados é do sexo masculino: 82%. São 4.463 homens
monitorados contra 927 mulheres. De acordo com a Secretaria da
Administração Penitenciária do Ceará, a Central de Monitoramento do
órgão funciona 24 horas em regime de plantão, com 12 equipes de agentes
que operam em parceria com as forças operacionais e investigativas da
Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará. Tudo isso com o
objetivo de prevenir possíveis violações e para fazer buscas
emergenciais de infrações registradas em tempo real.