Equipes da Polícia Civil, do 2º Distrito
Policial, estiveram, na manhã desta segunda-feira, 23, no apartamento
onde vivia Jamile de Oliveira Correia, 47, que morreu no dia 31 de
agosto, após um tiro no peito. Eles foram até a residência onde morava a
empresária e o filho de 14 anos para entregar intimações, conforme O POVO apurou. À tarde, a Perícia Forense do Ceará deve ir à residência para colher material para as investigações.
Na
última quarta-feira, 18, o juízo da 4ª Vara negou, em conformidade com
parecer do Ministério Púbico do Ceará, pedido de prisão temporária do
namorado de Jamile, o advogado Aldemir Pessoa Júnior, que a levou ao
Instituto Doutor José Frota (IJF) após o tiro. A Justiça alegou que a
requisição não preenchia as hipóteses legais. Contudo, na decisão, o
juízo fixou medidas cautelares para ele: afastamento e proibição de
frequentar a residência da vítima; proibição de manter contato, por
quaisquer meios diretos ou indiretos com as testemunhas do inquérito
policial, mantendo distância mínima de 200 metros; proibição de
ausentar-se da Comarca, salvo autorização da Justiça; e recolhimento de
passaporte.
O Caso
Jamile foi levada ao IJF na madrugada do dia 30 de
agosto, com ferimento por arma de fogo. A princípio, o caso era tratado
como suicídio. No entanto, as investigações do 2° Distrito Policial
(Aldeota) começaram a ver indícios de que aconteceu um feminicídio. A
delegada, Socorro Portela, ouviu profissionais da área da saúde, entre
médicos e enfermeiros. Familiares de Jamile também foram ouvidos.
A defesa de Aldemir afirma que o caso é um suicídio e
diz que, em um dos depoimentos, o médico que atendeu Jamile disse que
ouviu da empresária que o tiro foi dado por ela.
o Povo