A divulgação do estudo Atlas da Violência 2019
fez Maracanaú voltar a ser debatida na Assembleia Legislativa do Ceará.
A cidade da Região Metropolitana apareceu em primeiro lugar,
proporcionalmente, no recorte "mortes violentas", com 145,7 vítimas para
cada 100 mil pessoas, segundo a pesquisa que utilizou dados referentes a
2017.
Adversários políticos, os deputados estaduais Júlio César
(Cidadania) e Fernanda Pessoa (PSDB) voltaram a colocar versões em
disputa. O ano eleitoral que se aproxima intensificou o embate.
No início do ano, o município ficou entre os cinco do
País cotados para receber projeto piloto do ministro Sergio Moro, mas
terminou por perder espaço para Paulista, ao norte de Pernambuco.
Integrante do grupo político de Firmo Carmurça (PSDB), que governa a
cidade, a parlamentar tucana afirmou que, com o auxílio do pai, o
deputado federal Roberto Pessoa (PSDB), e do Governo Federal, está
"trabalhando para melhorar a segurança, que é obrigação do Governo do
Estado."
Ela opina que a cidade não foi contemplada pela
iniciativa de Moro por omissão do governador Camilo Santana (PT), que
não esteve em reunião no dia 12 de março, na sede da Secretaria de
Segurança Pública, onde o acordo teria sido firmado. O chefe do
Executivo estadual, ela entende, não foi ao encontro por razões
políticas. Para ela, Camilo e sua base querem que a cidade "dê errado".
Sobre o próximo ano, provocou Júlio César: "a população sabe quem
trabalha e quem é oportunista e só chega na época das eleições."
Além de líder do governo, César pretende disputar a
eleição no município em 2020. Em tom provocativo, ele diz esperar que no
próximo ano, durante os debates, dados verídicos sejam apresentados.
Isso porque o estudo se assenta em números de 2017 e a cidade, ele
sustenta, apresentou mudanças de lá pra cá. Fernanda, por sua vez,
afirma que naquele ano Camilo já governava o Ceará, o que demonstraria
gestão ineficiente do petista na área.
Sobre a ausência de Camilo na reunião citada por
Fernanda, César rebate com a falta do secretário nacional de Segurança
Pública, General Theophilo. "Isso é motivo para (o projeto) não vir? Eu
quero documento oficial do que foi pedido e nós deixamos de atender."
Ele lembra ter conseguido aprovar requerimento para criação de frente
com intuito de ir a Brasília em busca desta resposta. Fernanda promete
que a tal resposta ainda virá.
À época, presidiu a frente o deputado estadual Delegado
Cavalcante (PSL). O pesselista reforçou que "papéis virão" esclarecendo
o revés maracanauense. À época da frente, Cavalcante tentou encontro
tanto com Moro como com Theophilo.
ATLAS
Além de Maracanaú, as demais cidades que aparecem
entre as cinco mais violentas segundo a pesquisa são: Altamira (PA); São
Gonçalo do Amarante (RN); Simões Filho (BA); Queimados (RJ)
o Povo