O presidente Jair Bolsonaro reúne nesta
terça-feira, 27, no Palácio do Planalto, os governadores dos estados que
compõem a Amazônia Legal para discutir o combate às queimadas na
região. Na última sexta-feira, 23, o governo autorizou uma operação de
Garantia de Lei e Ordem (GLO), que ganhou o nome de GLO Ambiental, e
ontem, 26, liberou R$ 38 milhões do orçamento do Ministério da Defesa,
que estavam contingenciados, para as ações.
Também participam da reunião os ministros da
Defesa, Fernando Azevedo; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; do
Meio Ambiente, Ricardo Salles; da Casa Civil, Onyx Lorenzoni; da
Secretaria de Gocerno, Luiz Eduardo Ramos; da Secretaria-Geral, Jorge
Antônio de Oliveira; e do Gabinete de Segurança Institucional, general
Augusto Heleno.
Ajuda internacional
Ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta
terça-feira, 27, Bolsonaro foi questionado sobre a ajuda de US$ 20
milhões (cerca de R$ 83 milhões) anunciada pelo G7 (grupo das maiores
economias do mundo, que se reuniu nesse fim-de-semana e discutiu o tema)
para ações na Amazônia e disse que só conversará sobre o assunto se o
presidente da França, Emmanuel Macron, retirar os “insultos” que fez a
ele.
“Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os
insultos que ele fez à minha pessoa. Primeiro me chamou de mentiroso e
depois, as informações que eu tive, de que a nossa soberania está aberta
na Amazônia. Então para conversar ou aceitar qualquer coisa da França,
que seja das melhores intenções possíveis, ele vai ter que retirar essas
palavras e daí a gente pode conversar”, disse.
Atual presidente do G7, Macron declarou os incêndios na
Amazônia uma emergência global e disse que pode não ratificar o acordo
de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia devido às “mentiras”
do presidente Bolsonaro quanto ao seu real comprometimento contra as
mudanças climáticas e à preservação ambiental. O presidente francês
também levantou a possibilidade de um status internacional para a
Amazônia.
Ainda nessa segunda-feira, o Palácio do Planalto
indicou que pode rejeitar os recursos. Já o ministro Ricardo Salles
afirmou que a ajuda é bem-vinda. O porta-voz da Presidência da
República, Otávio Rêgo Barros, informou que o tema se encontra sob
análise do Ministério das Relações Exteriores.
Agência Brasil