Após encontro com o presidente nacional do DEM, o
prefeito de Salvador ACM Neto, cresceu possibilidade de a atual
secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro,
ter o comando do partido no Ceará.
A comissão estadual da sigla foi dissolvida na
última quinta-feira, 11. O grupo estava sob presidência de Chiquinho
Feitosa, ex-deputado federal e hoje primeiro suplente do senador Tasso
Jereissati (PSDB).
A convenção estadual que daria continuidade à Feitosa,
na última sexta-feira, não ocorreu por determinação da executiva
nacional. Foi instalada comissão interventora no Ceará, então, que será
comandada pelo ex-deputado federal Pauderney Avelino, do Amazonas.
Se concretizada, a aquisição demista pode significar a
saída da legenda do arco de aliança do prefeito Roberto Cláudio (PDT) e
do governador Camilo Santana (PT).
Ex-deputado e ex-tesoureiro do partido, Idemar Citó
menciona que o grupo que comandava a agremiação tem o deputado estadual,
João Jaime, e o federal, Anibal Gomes, o que daria legitimidade à
antiga diretoria.
Citó acrescentou ainda que ontem foi feito contato com a
executiva nacional. Segundo ele, foi assegurado o restabelecimento da
antiga direção. Questionado sobre cenário com Mayra à frente, não quis
avaliar.
O ex-tesoureiro ressaltou que, embora não guarde
nenhuma restrição pessoal em relação à secretária ainda tucana, não vê
Mayra com potencial eleitoral para estar à frente do partido. "O DEM vai
reduzir o seu potencial."
Segundo o demista, o partido tem planos para as
eleições majoritárias em várias cidades, inclusive Fortaleza, com
Chiquinho Feitosa lançado na disputa. Com o fim das coligações
proporcionais, partidos estudam candidaturas próprias como modo de
eleger vereadores. O POVO tentou contato por telefone e via WhatsApp com
Feitosa para repercutir o momento do DEM. Ele não respondeu.
Já pré-candidato ao Paço Municipal, o deputado federal
Capitão Wagner (Pros) considera a mudança positiva, já que quer trazer
partidos para o entorno da candidatura. Ele menciona a proximidade entre
Mayra e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta — do DEM — como
fator viabilizante para a filiação.
Wagner afirma que ainda não conversou com a médica
sobre o período eleitoral, o que pretende fazer breve. "A Mayra tem
condições de ser candidata a prefeita, vice, de disputar para deputada
federal. Está tendo experiência de gestão." Wagner ainda não decidiu a
vice da chapa à Prefeitura.
A ex-candidata ao Senado foi contatada por ligações e WhatsApp. Não retornou até o fechamento desta página.
O povo