Atacado durante fala do presidente Jair
Bolsonaro, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), lamentou o
fato e chamou a declaração de Bolsonaro de uma “manifestação de
conflituosidade e ódio”. Dino foi entrevistado pelo jornalista Luiz
Viana, da rádio O POVO CBN, na manhã desta segunda-feira, 22.
Na última sexta-feira, 19, os microfones da TV Brasil captaram o momento em que Bolsonaro disse ao ministro Onyx Lorenzoni que “dos governadores de 'Paraíba', o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara". Neste domingo, o presidente negou, no Twitter, ter chamado o Nordeste de "Paraíba".
A manifestação do presidente não foi bem recebida pelos governadores do Nordeste, que assinaram uma carta repudiando a declaração, vista como xenofobia.
Para Flávio Dino, o presidente usou essa expressão contra todos os
nordestinos, mas especialmente aos governadores. “A meu ver, é
preconceito regional”. Apontado como o “pior”, Dino disse que vai continuar manifestando opiniões e participando de debates nacionais.
Ele frisa que os governadores do Nordeste sempre estão disponíveis para parcerias e diálogos
com o Governo Federal e que “esse clima que o presidente tenta criar
não é bom pra ninguém. Esperamos que isso seja apenas mais um momento de
infelicidade do presidente”, encerra.
Segundo o governador, não há procedência no Brasil de governadores serem atacados pelo presidente da República. “Eu lamento que haja essa manifestação de conflituosidade e ódio. Acho que o Brasil precisa de união para poder avançar”,
declarou. Flávio Dino disse ainda que espera que tudo volte à
normalidade e que a união de estados e municípios seja fortalecida.
Nas duas últimas reuniões com governadores nordestinos
convocadas por Bolsonaro, uma em Brasília e outra no Recife, os
representantes dos nove estados estiveram presentes, de acordo com o
governador maranhense.
o Povo