A água do Rio Salgado que passa pelo município de Icó na manhã de hoje dia (15), está no seu nível máximo, 215 metros cúbicos por segundos em uma lamina de 3,30 metros em relação ao fundo do rio. Em três anos o rio Salgado não apresentava a cheia em nível máximo.

 

O espetáculo natural atrai moradores à ponte. As águas do Rio Salgado desaguam no Rio Jaguaribe após a cidade de Icó e de lá seguem em direção aos municípios de Jaguaribe e Jaguaribara, onde chegam à bacia do Açude Castanhão.

O agricultor José Bonfim disse que não havia perdido a esperança de ver neste ano o rio como muita água. “Sempre acreditei que teríamos boas chuvas e que o Rio iria encher”, disse. O jovem Gabriel Oliveira aproveitou a cheia e com um grupo de amigos tomou banho no rio neste domingo.

RIO SALGADO

Sua bacia hidrográfica do antigamente chamado Jaguaribe-Mirim está espalhada por 23 municípios: Icó, Cedro, Umari, Baixio, Ipaumirim, Várzea Alegre, Lavras da Mangabeira, Granjeiro, Aurora, Caririaçu, Barro, Juazeiro do Norte, Crato, Missão Velha, Barbalha, Jardim, Penaforte, Milagres, Abaiara, Mauriti, Brejo Santo, Porteiras e Jati, com uma população estimada em 850.000 pessoas e área geográfica de 13.275,0 km, conta com aproximadamente 650 açudes, sendo gerenciados e monitorados apenas 13 reservatórios, sete federais, quatro estaduais e dois municipais com acumulação total de 447.728.008 m³. esta sub-bacia conta com 350 km de leitos perenizados (incluindo Lima Campos, Barro e Crato – Juazeiro do Norte). 

Os terrenos se afloram na superfície desta sub-bacia dividem-se em cristalinos e sedimentares, sendo que na bacia sedimentar do Araripe estão cadastrados 298 fontes e 1800 poços tubulares profundos, mas o monitoramento das águas subterrâneas é feito apenas em 52 poços e 02 fontes do graben Crato-Juazeiro. 

A bacia sedimentar do Araripe, em cuja parcela na bacia do Salgado é de 14%, é a que melhor representa o uso da água subterrânea para fins de abastecimento humano. Somente as sedes de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, consomem juntas 29 milhões de m³/ano para abastecimento público. Na região do Cariri, a água subterrânea abastece o público em mais de 90% das sedes municipais e distritos.


Por Gustavo Veras 
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