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09/07/2021

CPI oficia Bolsonaro para que confirme ou negue denúncias de Miranda sobre Covaxin

                          


Na sessão desta quinta-feira, 8, o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que, em conjunto com o vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), enviou carta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para que ele confirme ou negue denúncias feitas pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) à CPI.

“Presidente eu não prejulgo. Eu, o vice-presidente (Randolfe Rodrigues) e o relator (Renan Calheiros) estamos mandando uma pequena carta para o senhor dizer se o deputado Luis Miranda está falando a verdade ou está mentindo”, disse Aziz. “É só uma resposta, senhor presidente. Só uma que o Brasil quer ouvir de vossa excelência. Por favor, presidente, diga pra gente que o deputado Luis Miranda é um mentiroso. E que é o seu líder na Câmara (Ricardo Barros) é um homem honesto”, desafiou ainda.

A declaração foi dada durante a oitiva com a ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato. Aziz respondeu a ataques feitos pelo presidente Bolsonaro em conversa com apoiadores no "cercadinho" do Palácio da Alvorada.

“Doze dias hoje que o presidente, diariamente, no habitat dele, no cercadinho, fala à nação de uma forma a assacar contra todo mundo. Não é o senhor que vai parar a CPI. A CPI vai se aprofundar”, disse Omar. “Eu nunca o chamei de genocida. Nunca o chamei de ladrão. Nunca disse que o senhor fazia rachadinha no seu gabinete. E o senhor vai pro cercadinho onde devem ficar pessoas que não têm conteúdo para debater a crise nacional, superficialmente jogando ao léu palavras que assacam contra todo mundo”, finalizou.

A declaração foi dada durante o depoimento da ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato. A ex-servidora conta em seu depoimento que deixou a pasta por politização do tema "por meio do líder da nação", em referência ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Francieli se negou a prestar juramento de falar a verdade na comissão após a prisão do ex-diretor de Logística da Saúde, Roberto Dias, detido nesta quarta, 7, a pedido de Aziz, sob acusação de falso testemunho.

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