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16/06/2021

CPI: Witzel diz que foi perseguido por Bolsonaro após mandar investigar assassinato de Marielle

 

Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do o ex-governador do Rio de Janeiro. Ele deve ser questionado sobre denúncias de corrupção na área da saúde do estado, inclusive com recursos federais destinados ao combate à covid-19...Mesa: .ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel;.presidente da CPIPANDEMIA, senador Omar Aziz (PSD-AM); .relator da CPIPANDEMIA, senador Renan Calheiros (MDB-AL)...Placa de identificação: "491.164 vidas perdidas para Covid-19"...Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado (Foto: Marcos Oliveira)

Ouvido na CPI da Covid nesta quarta-feira, 16, o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel comentou alguns episódios que culminaram no seu impeachment em abril deste ano. Ele afirma que foi perseguido por mandar investigar o assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), morta em março de 2018.

"Isso tudo aconteceu porque eu mandei investigar sem parcialidade o caso Marielle", afirmou o ex-governador, citando uma live de Jair Bolsonaro (sem partido) em que ele foi criticado pelo presidente.

A informação se contrapõe ao histórico do Witzel, que esteve ao lado dos deputados Daniel Silveira (PSL-RJ) e Rodrigo Amorim (PSL-RJ) em um comício onde uma placa com o nome da vereadora foi quebrada.


Afastado do cargo desde agosto do ano passado, Witzel foi eleito em 2018 com apoio de Bolsonaro, mas rompeu com o presidente durante a pandemia. Na ocasião, começaram a surgir acusações contra o ex-juiz, envolvendo denúncias de corrupção e desvios na área de saúde, que resultaram no seu impedimento.

Ele foi chamado a comparecer à CPI justamente para falar sobre suposto desvio de verbas federais na área de saúde durante a sua gestão. O ex-governador sempre negou as acusações e disse à comissão que nunca recebeu dinheiro das Organizações Sociais (OSs). "Eu quero saber para quem foi o dinheiro", provocou. "Eu saí, e as OSs estão lá, operando livremente", disse. "Eu tenho certeza que tem miliciano atrás disso, e eu corro risco de vida", acrescentou ainda.

Witzel também afirmou que não tinha como participar da gestão de leitos em hospitais federais do Rio de Janeiro, porque eles "têm dono". "Os hospitais federais são intocáveis. Se a CPI quebrar os sigilos das OS que gerem os hospitais, vai descobrir quem é o dono dos hospitais", argumentou.

Questionado sobre quem seria o suposto dono e se Bolsonaro interferiu em seu governo, Witzel disse que só falaria em uma sessão reservada, porque as "acusações são gravíssimas".

Em outra investida contra o presidente, o ex-governador disse que deputados federais e estaduais organizaram carreatas para pedir que comerciantes abrissem o comércio no Rio de Janeiro, em oposição às medidas de restrição decretadas pelo governo do Estado. Ele não respondeu sobre um eventual envolvimento de milícias no movimento.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kássio Nunes havia liberado o ex-governador de comparecer à CPI pela sua condição de investigado da Justiça. Mesmo assim, Witzel decidiu prestar informações, com a prerrogativa de ficar em silêncio quando achar conveniente e não estando obrigado a falar a verdade. Apoiado pela decisão, o ex-governador abandou o depoimento durante a fala do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que questionava a compra de respiradores.

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