O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou um percentual de 58% de jovens, homens e mulheres na disputa eleitoral que conclui a primeira fase em 15 de novembro. Eles estão com idade entre 18 e 39 anos. Melhor ainda: todos são alfabetizados. A maioria, 56%, tem o segundo grau completo ou nível superior.

Nasce uma esperança importante para os moradores dos 5.570 municípios brasileiros. Poderemos ter prefeitos preparados e vereadores independentes, capazes de cobrar eficiência e correção nas gestões municipais. Está chegando a hora de um basta na corrupção impregnada na administração pública.

A juventude, entrando na política, além de um fato importante, pode significar uma virada no jogo da tradicional, vinculada às famílias que, tradicionalmente, fazem rodízio de poder na vida pública. No Nordeste, é comum sobrenomes se revezarem no comando das prefeituras. O pequeno e pouco populoso  município de Barroquinha, na divisa do Ceará com o Piauí, um dos últimos distritos a virar município no Estado, é um desses péssimos exemplos. Uma mesma família se reveza no poder. Seus integrantes passam para o povão a impressão de serem rivais. Mas, todos possuem o mesmo DNA.

Temos o direito de conquistar o poder, por meio do voto, mas a alternância precisa oferecer oportunidade a todos. A renovação política pode criar para o eleitor um cardápio  de nomes, incluindo jovens, para  expurgar sobrenomes tradicionais da eternidade nos cargos públicos.

A democracia tem seu grande valor nutrida pelo voto popular. Países como o Brasil, onde o agente público não faz cumprir as leis e o próprio judiciário sentencia aceitando filigranas de bancas de advocacia, precisam de sucessivas eleições para aperfeiçoar suas leis e passar a criar órgãos que fiscalizem, com rigor, os atos da elite do serviço público. Não é fácil, mas um dia chegaremos ao nível de sociedades que são modelares. Aprenderemos com nossos próprios erros.

A presença de jovens na política nos provoca alegria, alimenta a esperança, faz nascer o sentimento mais forte de nação. Melhor: aprimora o processo eleitoral, porque o jovem é alimentado pela energia da cobrança. 


Roberto Moreira 

Bottom Ad [Post Page]

| Designed by Colorlib