30/03/2021

Governadores criticam "crescente onda" de ações políticas para desestabilizar estados

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Reunião remota entre os governadores dos estados brasileiros ocorrida no último dia 26 de março (Foto: Reprodução Instagram)
Reunião remota entre os governadores dos estados brasileiros ocorrida no último dia 26 de março (Foto: Reprodução Instagram)

Através de carta divulgada nesta segunda-feira, 29, governadores de 16 estados brasileiros repudiam a “crescente onda” de agressões e notícias falsas cujo objetivo é o de, segundo eles, desestabilizar os estados e “manipular policiais contra a ordem democrática”.

O documento é veiculado após a presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Bia Kicis (PSL), teorizar que o policial que atirou contra colegas em Salvador o fez por se recusar a “prender trabalhadores”, em referência às fiscalizações de estabelecimentos.

Intitulada “Queremos verdade e paz”, a carta não cita nomes, mas menciona “agentes políticos” e “autoridades federais”: “Registramos especialmente o nosso protesto quando são autoridades federais, inclusive do Congresso Nacional, que violam os princípios da lealdade federativa”.

Segundo o texto, estimular motins policiais é “repugnante”. “Os governadores manifestam sua indignação em face da crescente onda de agressões e difusão de fake news que visam a criar instabilidade institucional nos Estados e no País”, declara. Os governadores cobram ações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

“Os estados e todos os agentes públicos precisam de paz para prosseguir com o seu trabalho, salvando vidas e empregos. Estimular motins policiais, divulgar fake news, agredir governadores e adversários políticos, são procedimentos repugnantes, que não podem prosperar em um país livre e democrático”, diz a carta.


Assinam a carta os governadores de Bahia, Rui Costa (PT); de Maranhão, Flávio Dino (PCdoB); Pará, Helder Barbalho (MDB); Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); São Paulo, João Doria (PSDB), Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM); Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB); Ceará, Camilo Santana (PT); Paraíba, João Azêvedo (Cidadania); Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB); Piauí, Wellington Dias (PT); Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT); Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD); Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), e Amapá, Waldez Góes (PDT).


                                                      O Povo 

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