Foto > Arquivo Pessoal 


Os estudantes de jornalismo da Universidade Federal do Cariri (UFCA), Manoel Neto e Wesley Vasconcelos são finalistas do prêmio Vera Giangrande de melhor artigo de graduação apresentado no 42° Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação da Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação.
​Juntos, sob orientação do professor Dr. Paulo Cajazeira, os estudantes produziram e apresentaram na edição 2019 do evento, o artigo intitulado “Do Poder Midiático ao Simbólico: O Grupo Ferreira Gomes e a História Política Cearense”, onde analisam os conceitos de poder midiático e simbólico através do desempenho de membros do grupo político nas eleições de 2018.

​A inquietação parte dos resultados da eleição, onde o Ceará foi o único estado que, no primeiro turno, elegeu o governador e senador mais votados proporcionalmente do Brasil, e que também quebraram recordes de votações do estado; também foi onde Ciro Gomes sempre ganhou, nas três vezes que se candidatou a presidência. Em um cenário onde as oligarquias políticas eram detentoras dos principais veículos de comunicação de seus respectivos estados. Nos outros estados, boa parte dos grupos tradicionais caíram, enquanto aqui, a curva de crescimento continua ascendente. O que esse grupo tem de diferente?

​Para decidir o trabalho vencedor, é necessária uma última etapa, onde os finalistas apresentam seus trabalhos para um júri que da a nota final, que decide o vencedor. A apresentação acontece na edição 2020 do congresso, que vai acontecer na manhã do dia 05 de dezembro. Esta é a segunda vez que o curso de jornalismo da UFCA é representado nessa premiação, além disso, Wesley e Manoel são também a única representação de toda a região nordeste na fase final do Vera Giangrande, onde concorrem três trabalhos.

Foi um choque quando recebemos o e-mail anunciando nossas indicações, e uma felicidade sem tamanho quando o choque passou. Foi um trabalho muito prazeroso de se fazer, pois se concentra em três áreas que gosto muito de estudar: comunicação, história e política, e é muito bom fazer as coisas gostando, principalmente quando as pessoas reconhecem a contribuição para o campo, e ser selecionado como um dos melhores dentre quase 300 trabalhos tão bons quanto já é motivo para se comemorar, disse Wesley.

“É muito bom de se pensar o quanto a gente acaba representando quando se está concorrendo a um prêmio como esse, sinto que levamos a UFCA junto conosco, levando reconhecimento à ciência produzida no interior, que mesmo sendo constantemente atacada, resiste. Ao pensar no prêmio, e na possibilidade de o conquistarmos, é inevitável não olhar para trás, para o jovem recém saído de Tarrafas, cheio de expectativas com o mundo de possibilidades que a universidade tinha e tem para oferecer. Só temos a agradecer”, completa 


( Badalo) 

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