(crédito: Reprodução/OAB-GO)
(crédito: Reprodução/OAB-GO)

Dois advogados foram mortos a tiros, na tarde desta quarta-feira (28/10), em Goiânia. O crime aconteceu em um escritório de advocacia no Setor Aeroporto, região central da capital goiana.



As vítimas foram identificadas como Marcus Aprígio Chaves, de 41 anos, e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, de 47. Marcus é filho do desembargador Leobino Valente Chaves, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).

Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil Seção Goiás (OAB-GO), o primeiros indícios apontam que o crime foi premeditado. "As informações iniciais dão conta de que criminosos marcaram antecipadamente uma entrevista com os advogados, entraram no escritório, sentaram-se calmamente e dispararam dois tiros contra cada uma das vítimas, sem qualquer chance de defesa", explica em nota.

A Ordem dos Advogados do Brasil Seção Goiás (OAB-GO) emitiu nota em que lamenta o assassinato e pede punição aos criminosos. "É inaceitável que a advocacia, um serviço indispensável à Justiça e ao funcionamento do Estado, tenha se tornado uma atividade de risco em pleno século 21. Ceifar a vida daqueles responsáveis pelo direito de defesa, com execuções sumárias, é um atentado não só contra a categoria, mas contra o Estado Democrático de Direito. Condutas medievais, bárbaras e truculentas como esta devem ser rapidamente investigadas e punidas, para que a cidadania prevaleça", diz.

O presidente do TJ-GO, desembargador Walter Carlos Lemes, decretou luto oficial de três dias. "O presidente expressa a profunda consternação no meio judiciário goiano pelo falecimento dos advogados, que, ao longo de suas carreiras prestaram relevantes serviços à Justiça goiana", afirmou em nota.


A Polícia Civil investiga o caso. 


Correio Braziliense 

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