Juazeiro do Norte deu início a realização de audiências de conciliação por meio de videoconferência nesta segunda-feira (4), com a utilização do sistema Webex do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os trabalhos começaram no 2º Juizado Especial da Comarca, cuja titular é a juíza Samara Almeida Cabral. Só na unidade, foram agendadas 110 audiências para o mês de maio.

Antes do início da utilização da plataforma, magistrados e servidores do Crato e Juazeiro se reuniram para que pudessem aprender sobre a funcionamento da mesma. Ao todo, foram realizadas oito audiências nesta segunda-feira.

A magistrada, que também é membro da Coordenação dos Juizados Especiais afirmou que “já vinha sendo pensada a utilização de novas técnicas e ferramentas que pudessem aperfeiçoar o Sistema dos Juizados, sendo uma delas o aprimoramento da audiência de conciliação.”

Ela acrescentou que “foi realmente um sucesso, bastante proveitoso e efetivo. Tenho certeza que a audiência por videoconferência veio para ficar. Chegou em um momento de tristeza, em meio a uma pandemia, mas era necessário que os juizados adotassem essa nova metodologia. Agora nós vimos que dá certo, que é o caminho”.

“Nós obtivemos um bom aproveitamento das audiências, inclusive em processos com mais de uma parte promovida. Estou muito satisfeita e feliz por poder dar continuidade e andamento aos processos”, afirma Fernanda Dmarco, conciliadora responsável pelas audiências.

A advogada Catarina de Faria participou de uma das audiências mesmo estando em São Paulo. “O sistema é fácil de se utilizar. Além disso, a possibilidade de ser disponibilizado nos autos o link da reunião fica bem fácil de ser compreendido e acessado. Apesar de estarmos em um momento de dificuldade e precisarmos nos adaptar a este novo modelo, eu acho que ficou bem tranquilo para todos os envolvidos. Eu como advogada não tive dificuldade para entrar no sistema”, concluiu.

Para o advogado Lucas Araújo, a audiência foi uma grata surpresa. “Foi minha primeira audiência por videoconferência. Me surpreendeu pelo cuidado que a unidade teve para que a audiência fosse realizada com sucesso. Por mais que estejamos passando por essa crise na saúde, nós vemos que temos outras possibilidades para que possamos continuar trabalhando”, disse.

(Site do TJCE)
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