
Em meio à iminente entrada em vigor do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, prevista para o próximo dia 7, o governador do Ceará, Elmano de Freitas, esteve em Brasília para discutir, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, soluções que minimizem os impactos sobre a economia cearense. A reunião também contou com a presença do procurador-geral do Estado, Rafael Machado, e do secretário da Fazenda, Fabrízio Gomes.
Elmano ressaltou que mais de 70% das exportações cearenses são de aço, produto que ficou de fora da medida graças à intervenção do Governo Federal. No entanto, setores como pescado, fruticultura e cera de carnaúba seguem na lista de itens afetados. Segundo o governador, a estratégia passa por adotar soluções específicas para cada área, levando em conta tanto as necessidades dos produtores quanto a capacidade de atuação do poder público. “Queremos manter a competitividade das empresas e evitar a perda de produtos, especialmente os perecíveis”, afirmou.
Entre as propostas apresentadas, está a possibilidade de que o poder público, estadual ou municipal, adquira parte da produção que antes seria exportada aos Estados Unidos. Para viabilizar a medida, no entanto, podem ser necessárias mudanças na legislação brasileira. “O ministro recebeu com bom grado essa sugestão. Nosso objetivo é ampliar esse mecanismo para ajudar os setores produtivos do país, em especial no Ceará”, destacou Elmano. O governador garantiu que as análises serão minuciosas e que as tratativas com o Governo Federal devem resultar, nos próximos dias, em anúncios concretos de apoio aos empresários e trabalhadores cearenses.
Para o economista Wandemberg Almeida, essa união é o que permitirá ao Ceará enfrentar os desafios e manter sua competitividade. “Quando o Governador propõe mecanismos e cria medidas para aquecer a economia, ele atua diretamente na sustentação de setores estratégicos, estimulando a produção, gerando benefícios concretos para esses segmentos, e buscando a abertura de novos mercados. Essas ações fortalecem as relações comerciais, ampliam a interação entre o setor produtivo e o Governo, e mostram um esforço conjunto para criar oportunidades, abrir portas e apontar novos caminhos para o desenvolvimento”.
O especialista avaliou ainda que o pronunciamento do governador na última semana, é importante porque demonstra consciência do momento delicado que estamos vivendo e disposição para, em diálogo com o setor produtivo, buscar soluções urgentes e eficazes. “Ele mostra que há uma preocupação real com a manutenção dos empregos e com o fortalecimento da economia cearense. Iniciativas como essa, baseadas na parceria entre o público e o privado, são fundamentais para garantir que o Ceará continue produzindo, gerando empregos e promovendo desenvolvimento. São ações assim que vão consolidar o Estado como uma referência em competitividade e crescimento sustentável”, considerou