
A oposição ao governador Elmano de Freitas (PT) inicia, com as convenções partidárias, nesta segunda-feira (20) o percurso de sete dias que vai confirmar os nomes das federações PSDB-Cidadania e União Brasil (UB)-Progressistas e do PL que vão às eleições em outubro, tanto para majoritária quanto para proporcional. O último evento ocorre no próximo domingo (26), com a formalização de Roberto Cláudio (UB) como vice de Ciro Gomes (PSDB) na majoritária ao Governo do Estado, bem como de Capitão Wagner (UB) ao Senado, além dos que foram pré-lançados como candidatos a deputado federal e a deputado estadual.
Cada partido ou federação pode lançar um total de até 47 candidatos à Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) e 22 candidatos à Câmara Federal. As cinco siglas optaram Nesta segunda, a rodada será aberta com as confirmações do PSDB, que na construção da aliança de oposição ao projeto protagonizado por Elmano ficou com a chamada cabeça de chapa. Ciro Gomes saiu do PDT e migrou para o PSDB em 2025, partido ao qual já tinha sido filiado. A mudança de partido teve início após diálogos do tucano com o ex-governador do Estado e ex-senador Tasso Jereissati, que fora oposição ao projeto do PT em 2022, ano em que Ciro ainda era aliado do também ex-governador Camilo Santana (PT).
Desavenças superadas
Os gestos de rechaçamento à parceria com o ex-ministro da Educação por parte de Ciro Gomes antecederam sua decisão de concorrer ao Palácio da Abolição neste ano, a qual foi fortalecida com a aproximação a nomes historicamente oposicionistas no Ceará, como o do presidente da Federação União Progressista (Federação UPB), Capitão Wagner. Ex-deputado federal, Capitão Wagner saiu do campo da extrema direita, cenário hoje representado estadualmente pelo presidente do PL, André Fernandes, que deve confirmar sua candidatura à reeleição. O parlamentar emplacou o nome de seu pai, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL), para o Senado na chapa de Ciro.
As negociações para que Ciro oficializasse sua pré-candidatura ocorreram em meio a um debate intrapartidário que envolveu uma possível candidatura à presidência da República pelo PSDB. O presidente nacional da legenda, deputado federal Aécio Neves, chegou a realizar evento em Brasília para discutir a possibilidade. A decisão ficou no limbo por cerca de dois meses. Em 16 de maio deste ano, Ciro subiu no palanque ao lado de “fiadores eleitorais”, como Tasso e Capitão” e anunciou que iria ao pleito. As convenções partidárias, segundo prazo da Justiça Eleitoral, podem ocorrer até o próximo dia 5.
“Preparou terreno”
Ao longo dos últimos seis meses, o tucano trabalhou seu nome em cidades governadas por aliados, como Juazeiro do Norte, cujo prefeito é Glêdson Bezerra (Podemos), bem como em cidades cujo gestor é da base de Elmano, como Russas, cujo prefeito é Sávio Gurgel (PSB). O pré-candidato recebeu de cinco câmaras municipais o título de cidadão neste ano: Russas, Tabuleiro do Norte e Juazeiro do Norte, todas no Interior, e Itaitinga e Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Na semana passada, a rota de disputa do tucano foi transpassada pela notícia de que haverá um confronto de majoritárias entre os irmãos Ciro e Cid Gomes, que será candidato à reeleição ao Senado.
Em coletiva de imprensa por ocasião do Café da Oposição, na Alece, Capitão Wagner disse que, por respeito ao aliado, não vai atacar Cid, seu adversário direto na briga por uma cadeira na Casa Alta, que este ano terá duas vagas abertas em todos os estados e no Distrito Federal (DF). Senador em final de mandato, Eduardo Girão (Novo) não tentará permanecer no assento, uma vez que optou por concorrer ao Governo do Estado. Até o fechamento deste conteúdo, não havia informações no site do Novo sobre quando será a convenção estadual da legenda no Ceará.