
As convenções partidárias começam nesta segunda-feira (20) e abrem oficialmente a etapa de definição das candidaturas que disputarão as eleições de outubro. Até 5 de agosto, partidos e federações deverão formalizar junto à Justiça Eleitoral (JE) os nomes que concorrerão aos cargos de presidente da República, governador, senador, deputados federais e estaduais, encerrando meses de articulações políticas no Ceará e dando início à campanha nas ruas.
O período também marca a fase decisiva para a montagem das chapas majoritárias. Enquanto a oposição já desenhou praticamente toda a composição liderada pelo ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), a base do governador Elmano de Freitas (PT) ainda mantém indefinições em torno da vice-governadoria, da segunda vaga ao Senado e das suplências.
No campo governista, as únicas definições consolidadas até o momento são a candidatura à reeleição de Elmano de Freitas e a presença do senador Cid Gomes (PSB) na disputa por um novo mandato à Casa Alta, tendo o deputado federal Júnior Mano (PSB) como primeiro suplente. As demais posições seguem em negociação.
As conversas continuam envolvendo nomes como o presidente estadual do PSD, Domingos Filho, a deputada federal Luizianne Lins (Rede), o presidente estadual do Republicanos, Chiquinho Feitosa, além do presidente estadual do MDB, deputado Eunício Oliveira, que busca manter espaço na chapa.
Nas últimas semanas, Elmano voltou a fazer gestos públicos aos aliados. Durante agenda na Expocrato, afirmou que Domingos Filho tem “nome para qualquer posição na chapa”. Dias antes, também declarou que teria “muita alegria” caso Luizianne Lins integrasse a disputa ao Senado.
O Republicanos, por sua vez, também permanece nas negociações. Em junho, o senador Camilo Santana (PT) afirmou que não há restrições ao nome de Chiquinho Feitosa para compor a majoritária. No entanto, fontes ligadas ao Republicanos, ouvidas pelo jornal O Estado, apontam que pela forma que as negociações aconteceram até o momento a sigla pode ficar fora da majoritária de Elmano.
A tendência é de que os partidos mais próximos ao Palácio da Abolição deixem suas convenções para os últimos dias do calendário eleitoral. O PT trabalha com a previsão de realizar seu encontro em 1º de agosto, com a agenda pré-confirmada mais uma vez do presidente Lula no Ceará, como adiantado há algumas semanas por este jornal. Já o PSB confirmou a convenção para 5 de agosto, último dia permitido pela Justiça Eleitoral. O presidente estadual do PSD, Domingos Filho, também confirmou ao O Estado que a legenda seguirá esse mesmo período, reforçando o movimento de alinhamento em torno do calendário defendido por Elmano, que às vesperas da semana de decisão afirmou que gostaria que os partidos aliados ao seu grupo deixassem as convenções para os últimos dias.
Na oposição, o cenário está mais avançado. Durante o último Café da Oposição deste semestre, realizado na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), os partidos anunciaram entendimento para lançar Ciro Gomes ao Governo do Estado. A composição discutida prevê o ex-prefeito Roberto Cláudio (União Brasil) como candidato a vice-governador e Capitão Wagner (União Brasil) e o deputado estadual Alcides Fernandes (PL) como candidatos ao Senado. Embora ainda dependam da homologação nas convenções, os quatro nomes já receberam sinalização favorável das principais lideranças do bloco.
Caminho para eleição
Pela legislação eleitoral, as convenções são obrigatórias para que partidos e federações registrem seus candidatos. É nesse intervalo que também são homologadas as chapas proporcionais e definidas as alianças para os cargos majoritários. Para deputado federal, cada partido ou federação poderá registrar até 23 candidatos no Ceará. Já as chapas para governador e senador deverão ser oficializadas com seus respectivos candidatos a vice e suplentes.
Além da escolha dos nomes, as legendas precisam apresentar atas das convenções contendo informações como data, local, horário, responsáveis pela condução dos trabalhos e relação dos candidatos aprovados. Posteriormente, toda a documentação será analisada pela JE, que poderá indeferir registros caso sejam constatadas irregularidades ou descumprimento dos requisitos legais.
Até o fechamento desta reportagem, Avante, Democracia Cristã (DC), Mobiliza, Novo, PCB, PCdoB, PCO, Podemos, PRTB, PSC, PSD, PSOL, PSTU, Rede Sustentabilidade e UP ainda não haviam divulgado oficialmente as datas de suas convenções partidárias.