O cenário político do Ceará vive uma semana de expectativa em torno de uma decisão do ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT).
Lideranças nacionais e estaduais do PSDB aguardam uma manifestação pública de Ciro sobre o convite de filiação feito pela cúpula tucana. O movimento tem à frente o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, articulado diretamente com o ex-senador Tasso Jereissati, uma das principais referências políticas de Ciro ao longo de sua trajetória.
OZIRES LIDERA MOVIMENTO
No Ceará, quem lidera essa agenda é o jovem prefeito de Massapê, Ozires Pontes, presidente estadual do PSDB. Em declarações recentes, Ozires disse acreditar em 90% de chances de Ciro se filiar ao partido, sustentando que a legenda se prepara para oferecer a ele as condições de disputar o Governo do Estado em 2026.
Para Ozires, Ciro é o único nome capaz de enfrentar e derrotar o grupo liderado pelo ministro da Educação, Camilo Santana (PT), que hoje comanda a política estadual. Ciro mantém silêncio. No entanto, aliados avaliam que, após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o tabuleiro político pode sofrer mudanças rápidas, levando o pedetista a acelerar definições.
A filiação ao PSDB seria, segundo tucanos, um gesto de reorganização das forças de oposição no Ceará.
O peso histórico de Tasso Jereissati nessa articulação é central. Foi ele quem abriu espaço para Ciro em 1988, quando o elegeu prefeito de Fortaleza, e em 1990, quando o apoiou ao Governo do Estado.
TRAJETÓRIA
Em 1994, Tasso foi decisivo para que Ciro chegasse ao Ministério da Fazenda, no Governo Itamar Franco. Agora, quase quatro décadas depois, Tasso volta a ser peça-chave para recolocar Ciro no tabuleiro eleitoral.
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