Festival celebra a diversidade, gastronomia e riqueza da comunidade costeira cearense

Blog do  Amaury Alencar
0


                                               



 O Praieira – Festival da Cultura Litorânea chega à sua última semana com uma programação extensa na Praia da Baleia, em Itapipoca, no litoral oeste do Ceará. Desde o dia 2 de outubro, o evento traz uma série de atividades com destaque para autenticidade e diversidade cultural da comunidade costeira local, expondo a riqueza de tradições, a dança, a música, a cultura alimentar e o artesanato, além de proporcionar vivências culturais em uma das mais belas praias do litoral do Estado. O acesso é gratuito!

Apresentado pelo Ministério da Cultura e DASS, o Praieira – Festival da Cultura Litorânea é financiado via Lei de Incentivo à Cultura com patrocínio do SEBRAE e da Tuboarte, parceira da BG Soluções e apoio institucional da Prefeitura Municipal de Itapipoca. É uma realização da Iluminura Produtora Cultural, Ministério da Cultura, Governo Federal, União e Reconstrução.

E nessa reta final, a música ganha destaque importante com shows à beira-mar, realizados por artistas do Ceará. As apresentações musicais acontecem a partir de quinta-feira (2) e seguem até sábado (4). Passam pela Praça da Praia da Baleia atrações como Rabecacello, Dona Zefinha e Los Cupinchas, de Itapipoca; Fladiana e Banda (Guaramiranga) e Pife pro Mundo (Guaramiranga / Fortaleza), banda Donaleda e Radiola Reggae com a DJ Indira Marley, de Fortaleza.

Além dessas, também são atrações do Praieira – Festival da Cultura Litorânea grupos como: Coco do Iguape do Mestre Casueira, Grupo Parente Torém, Balanço do Coqueiro (Sítio Coqueiro – Assentamento Maceió), Banda da Escola do Campo (Maceió – Itapipoca) e As Defensoras da Mãe Terra (Povo Indígena Tremembé da Barra do Mundaú). A mais, com apresentações de dança, Coletivo Balé Baião Jovem (Itapipoca), Cia. Ikannús de Danças Urbanas (Itapipoca), Arreios Cia. de Dança (Trairi) e Dança do Coco da Lagoa (Trairi)

Artesanato
O Festival Praieira também oferece uma programação voltada para a gastronomia e artesanato. De quinta (2) a sábado (4) acontece a Feira de Artesanato e Cultura Alimentar. Na ocasião, os visitantes poderão conferir a criatividade e a habilidade dos artesãos locais e adquirir produtos exclusivos e genuínos, refletindo a cultura e a identidade das comunidades costeiras. O público também terá a oportunidade de saborear pratos típicos e autênticos das comunidades, como delícias à base de frutos do mar, produtos regionais e iguarias tradicionais.

Dentro das vivências de cultura alimentar de Itapipoca está inclusa a ação “Mãos que Alimentam”. Nos três dias, sempre às 10h, o Festival vai fazer visitas aos territórios onde vivem mulheres com dons culinários, que têm alimentado suas famílias por gerações. Será uma jornada de descoberta e conexão com as tradições gastronômicas e culturais profundamente enraizadas. Os visitantes vão ter a oportunidade de mergulhar na riqueza dos sabores locais, enquanto se testemunha o poder das mãos habilidosas que transformam ingredientes simples em refeições que nutrem o corpo e a alma.


A primeira visita acontece no dia 2, tendo como anfitriã a artesã, marisqueira e cozinheira Maria José Nascimento (Zélia), na Praia da Baleia. No dia seguinte, a cozinheira Bete Nascimento será a anfitriã na localidade de Barra do Córrego, no Assentamento Maceió. Já no dia 4, a atividade será uma Etno-vivência da Cultura Alimentar Tremembé com As Mulheres Cunhã Porã Tremembé, no Ponto de Cultura Recanto dos Encantados, Território Indígena Tremembé da Barra do Mundaú (Itapipoca). Todas essas mulheres não são apenas cozinheiras talentosas, mas também guardiãs de histórias e saberes transmitidos de mãe para filha, contribuindo para a preservação da herança culinária e o fortalecimento dos laços comunitários.

Vivências culturais
No Estaleiro, acontece uma roda de conversa com pescadores e entusiastas do surf para explorar o “Carretilhando”, um projeto que desvenda a fascinante história do surgimento do surf no Ceará. Nesse diálogo intergeracional, são compartilhados conhecimentos sobre as marés, o movimento das praias e dunas e a relação intrínseca entre os pescadores e o mar. É uma oportunidade única de aprender com aqueles que têm uma conexão profunda com o oceano, enquanto se desvenda a rica herança cultural e a paixão pelo surf que moldaram a costa cearense.

                                                 o Estado Ce 

إرسال تعليق

0تعليقات
إرسال تعليق (0)