Segundo ele, a localização estratégica da Capital, aliada ao potencial de conexão presente no Ceará, deve criar oportunidades e atrair novos negócios para o estado. “Muitas empresas e data centers vão estar em Fortaleza para terem conectividade direta com os cabos da EllaLink, que liga Fortaleza a Sines, em Portugal, para que haja oferta de produtos significativos e a gente tenha uma comunicação mais veloz. Instituições financeiras, de pesquisa e de saúde também serão beneficiadas”, pontua.
O sócio-fundador da Nucleus, empresa cearense de tecnologia, há cinco anos no mercado, Eduardo Castro, fala em como a infraestrutura das empresas pode melhorar com o avanço da conectividade do Estado. “A gente depende de servidores que, muitas vezes, ficam alocados fora do país e também têm estruturas que a gente monta na própria empresa. E como tudo hoje é conectado, se a gente realmente não tiver uma infraestrutura decente ou minimamente viável, muitas das aplicações acabam não conseguindo rodar ou ser efetivas.
E uma conexão dessas, de fibra, tanto reduz o tempo de resposta quanto diminui esse delay. A gente passa a ter a resposta mais rápida dos serviços. Então, pelo fato de tudo ser conectado e precisar estar conectado na internet, com as aplicações em nuvem, acaba exigindo mais de uma boa conectividade”, explica Castro, que desenvolve soluções digitais personalizadas (web site, aplicativos e softwares) em sua empresa para clientes do Brasil e de Portugal.
Para o titular da Seplag, a competitividade no setor de provedores de internet é outro benefício que pode ser obtido a partir dessa infraestrutura. “Nós vamos ter condições de os provedores do Ceará aproveitarem essa velocidade. E o bom disso é dar uma maior competitividade na prestação desse serviço. Com mais cabos concorrendo, podemos ter concorrência de preço”, aponta Mauro Filho. |