Sindicato dos Bancários se reúne nesta
segunda-feira, 30, com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para
discutir medidas que visam dar assistência segura à população diante da
pandemia de Covid-19. As discussões devem se pautar no período
de maior demanda, que inicia com o pagamento de salários e
aposentadorias nesta primeira semana de abril. As agências
bancárias já funcionam com horário flexível e redução de contingente,
com objetivo de evitar aglomerações e minimizar o risco de contágio pela
exposição prolongada.
De acordo com o presidente do Sindicato dos
Bancários, Carlos Eduardo, desde antes das medidas oficiais, as
condições de atendimento à população têm sido pauta da entidade.
“Organizamos um comitê de crise para estabelecer condições de
atendimento sem propagar a doença; para saber quais são as condições de
trabalho, barreiras sanitárias, critérios e medidas para que tudo seja
feito da forma mais segura possível”, detalha Carlos.
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban),
existe um esforço do setor pelo alinhamento na adoção de práticas no
enfrentamento ao novo coronavírus, mas cada instituição segue sua
estratégia de negócios e política de organização do trabalho. As
agências, contudo, devem assegurar as condições de um ambiente de
trabalho com proteção à saúde: higienização, distanciamento entre os
postos de trabalho, controle do número de pessoas dentro da agência e
organização de filas para que não haja contato entre os próprios
clientes.
Cerca de 30 milhões de aposentados começaram a receber
seus benefícios pagos pelo INSS, desde a quarta-feira. Diante da maior
demanda, o Sindicato dos Bancários reforça que já estão cobrando aos
bancos e ao poder público o cumprimento dos decretos para que sejam
evitadas aglomerações nas agências. “O que vimos desde o início, no dia
25 de março, foram longas filas nas portas das agências bancárias, o que
as recomendações municipais e estaduais falam para evitar”, comenta
Carlos, presidente do Sindicato.
Grupos mais vulneráveis têm atendimento exclusivo
Para preservar a segurança de funcionários e clientes
no exercício do atendimento bancário, a rede bancária adotou série de
medidas, especialmente para segmentos mais vulneráveis da população,
como os idosos, gestantes e portadores de deficiência. Estes devem ter atendimento exclusivo nas agências das 9 horas às 10 horas, de acordo com a Febraban.
A orientação é para que a população busque canais
digitais, com a proposta de reduzir a necessidade do atendimento
presencial. Sob regime de contingenciamento, há ainda a limitação do
número de pessoas no interior das agências. O atendimento ao público deve ocorrer apenas para transações essenciais, pelo período mínimo das 10h às 14 horas, enquanto durar a emergência na saúde pública, causada pela pandemia de coronavírus.
Beneficiários do INSS têm atendimento diferenciado no Banco do Brasil
Para evitar o fluxo nas agências, o Banco do Brasil
divulgou medidas adotadas para que os beneficiários do INSS possam
resolver pendências sem sair de casa. De acordo com o gerente da agência
central do Banco do Brasil em Juazeiro do Norte, Émerson Távora, a
primeira é a suspensão da exigência da prova de vida para o pagamento do INSS.
“Os beneficiários podem ficar tranquilos, não vai haver
bloqueio no benefício pelos próximos 120 dias; quem não realizar prova
de vida será pago normalmente”, esclarece em entrevista à rádio O
POVO/CBN. Outra medida orientada pelo gerente é a utilização do
cartão de beneficiário para realizar o pagamento de compras. Dessa
forma, evitando a necessidade de atendimento presencial.
Segundo o gerente, além do horário já decretado nacionalmente para atendimento exclusivo dos grupos mais vulneráveis, a população pode contar com o atendimento expandido nas agências do Banco Central, das 6 horas até as 22 horas.
Émerson também orienta que a população busque os serviços em terminais
eletrônicos e bancos 24 horas. “Evitem horários de grande fluxo,
procurem os correspondentes bancários mais próximos de suas residências,
e mantenham distância mínima de dois metros em caso de filas”,
recomenda o gerente.
De acordo com Émerson, o Banco Central disponibiliza
canais de comunicação no WhatsApp para atendimento da população, que
pode entrar em contato a partir do número (61) 61 4004-0001, e na central do Banco do Brasil 0800-729-0001.
o povo