
A gerente da Fazenda
Normal, de propriedade da Ematerce, no município de Quixeramobim-CE,
Evanira Fraga, participou, na manhã desta terça-feira (11/02/20, de um
seminário sobre Palma Forrageira, no auditório do Sebrae-local,
ministrado por Márcio Peixoto, da Secretaria do Desenvolvimento Agrário
do Ceará.
O evento contou com 90 participantes, dentre representantes da
Ematerce, da Secretaria de Agricultura do Município, do
Sebrae-Quixeramobim, Iarte, Sindicatos Rurais e produtores de leite da
região.
Segundo Evanira, no decorrer do
seminário, foram abordados o planejamento, a gestão, a capacitação, o
cultivo, a colheita e as variedades de palmas, que mais se adaptam ao
solo de Quixeramobim, a exemplo da denominada Orelha de Elefante
Mexicana.
UM POUCO SOBRE PALMA FORRAGEIRA
Em consulta à Internet, um texto
registra que a Palma Forrageira, sem espinho, é uma cactácea cultivada,
para a alimentação animal, nas regiões semiáridas do Nordeste
brasileiro, com umidade relativa de 50% e precipitação anual de 400 mm a
800 mm. É pouco exigente em fertilidade do solo, mas não prospera em
solos arenosos, pouco profundos ou sujeitos a alagamento. A riqueza em
água (cerca de 90% da matéria verde) é uma característica importante nas
regiões sujeitas a secas prolongadas, como o Nordeste. Dependendo da
categoria animal (novo ou adulto), o consumo de palma pode variar de 20
kg/cab./dia a 50 kg/cab./dia.
No Nordeste, são encontrados três tipos,
que se distinguem pelo tamanho de seus artículos ou raquetes: Palma
Gigante (Opuntia ficus indica), com raquetes de formato oval, medindo
até 50 cm de comprimento. A Palma Redonda (Opuntia sp.), com raquetes de
forma arredondada e 40 cm de comprimento. A Palma Miúda (Napolea
cochenilifera), com raquetes alongadas, medindo 25 cm de comprimento.
Esta é menos resistente à seca, mas é a mais palatável e nutritiva.