
A
sessão que votaria o processo de cassação do prefeito afastado José
Hilson de Paiva, acusado de abusar sexualmente de pacientes e filmar os
crimes, foi adiado pela Câmara Municipal de Uruburetama. A votação deveria ocorrer nesta quinta-feira
(24), mas foi adiada para a próxima semana, ainda sem dia definido. O
médico foi indiciado por estupro de vulnerável e de acordo com as
denúncias, os atos eram cometidos desde a década de 1980, em Uruburetama
e Cruz.
A
prisão do médico foi determinada em 19 de julho deste ano e de acordo
com o Ministério Público do Ceará (MPCE), a medida foi necessária para
preservar as provas e evitar a influência do prefeito nas investigações.
Também em julho, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (Cremec) decidiu pela interdição cautelar do médico
o que o impede de exercer a profissão por seis meses. O prazo pode
ainda ser prorrogado pelo mesmo período. Além disso, o PCdoB também
expulsou o médico do partido.
Segundo
informou a Secretaria da Segurança Pública do Ceará (SSPDS), ao ser
preso, o médico disse, em depoimento à polícia, que os estupros e as
gravações dos atos se tornaram um “vício”.
Ceará agora