Começa 3° dia de julgamento sobre prisão em segunda instância
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personBlog do Amaury Alencar
أكتوبر 25, 2019
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Com 3 votos a 1 a favor da prisão em segunda instância ainda faltam
os votos de seis ministros, entre eles Luiz Fux e Gilmar Mendes
O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu há pouco o terceiro dia de
julgamento sobre a validade da execução provisória de condenações
criminais, conhecida como prisão em segunda instância. A sessão foi
retomada com o voto da ministra Rosa Weber. Mais seis ministros devem
votar.
Após três sessões de julgamento, o placar da votação da votação está
em 3 votos a 1 a favor da prisão em segunda instância. Os ministros
Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso compõem a
maioria formada até agora à favor da medida. o relator, ministro Marco
Aurélio votou contra. Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Ainda faltam os votos da ministra Cármen Lúcia e dos ministros Luiz
Fux, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e do presidente,
Dias Toffoli.
A Corte começou a julgar definitivamente três ações declaratórias de
constitucionalidade (ADCs), relatadas pelo ministro Marco Aurélio e
protocoladas pela OAB, pelo PCdoB e pelo antigo PEN, atual Patriota.
O entendimento atual do Supremo permite a prisão após condenação em
segunda instância, mesmo que ainda seja possível recorrer a instâncias
superiores. No entanto, a OAB e os partidos sustentam que o entendimento
é inconstitucional e uma sentença criminal somente pode ser executada
após o fim de todos os recursos possíveis, fato que ocorre no STF e não
na segunda instância da Justiça, nos tribunais estaduais e federais.
Dessa forma, uma pessoa condenada só vai cumprir a pena após decisão
definitiva do STF.
A questão foi discutida recentemente pelo Supremo ao menos quatro
vezes. Em 2016, quando houve decisões temporárias nas ações que estão
sendo julgadas, por 6 votos a 5, a prisão em segunda instância foi
autorizada. De 2009 a 2016, prevaleceu o entendimento contrário, de modo
que a sentença só poderia ser executada após o Supremo julgar os
últimos recursos.
Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o julgamento terá
impacto na situação de 4,8 mil presos com base na decisão do STF que
autorizou a prisão em segunda instância. Os principais condenados na
Operação Lava Jato podem ser beneficiados, entre eles, o ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril do ano passado, na
Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ter sua condenação
por corrupção e lavagem de dinheiro confirmada pelo Tribunal Regional
Federal da 4ª Região (TRF4), no caso do tríplex do Guarujá (SP), além do
ex-ministro José Dirceu e ex-executivos de empreiteiras. Fonte: Agência Brasil