O dia 29 de
agosto é marcado como o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica.
Estabelecido no Brasil por ativistas, a data é a mesma em que aconteceu o
1º Seminário Nacional de Lésbicas – Senale, ocorrido em em 1996.

Em Juazeiro, no Teatro do Sesc, na noite desta quarta-feira (28), aconteceu a 3º Edição do Chá Lilás, espaço de união em prol da luta das mulheres lésbicas. O evento foi promovido pela Associação Beneficente Madre Maria Villac (ABEMAVI) e Associação Caririense Pela Diversidade e Inclusão (ACEDI) com parceria de outras associações e instituições. O evento contou com rodas de conversa, premiações e apresentações de grupos de danças e DJs.
Ayza Teles, secretária e militante da ACEDI, que luta por visibilidade e direitos humanos, afirma que o Dia da Visibilidade Lésbica não é apenas comemorativo. “É muito importante que tenhamos consciência que esse dia 29 de agosto vem sendo reivindicado desde 1996 com o intuito de mostrarmos as nossas pautas para visibilidade e para garantirmos o nosso direito de espaço na sociedade”, afirma.
“Nos fazemos fortes e rompemos silêncios. Fazemos com que as violações que sofremos sejam registradas e nomeadas”, diz Ayza em relação ao significado da data para a comunidade lésbica, reforçando que a luta é diária, e não só no 29 de agosto. “Não só nesse dia, mas todos os dias queremos ter os nossos direitos garantidos”.
A mulher lésbica na sociedade
A design de sobrancelha Andreia Rufino, também conta um pouco da sua experiência com a descoberta e aceitação de sua sexualidade. “Não queria me aceitar, eu tinha medo da sociedade. É sempre aquilo de homem foi feito para a mulher e mulher para homem”, diz ela.
Andreia conta que, no início, a própria mãe afirmou que aquilo era coisa de sua cabeça, “apenas umas fase”, e que ela precisava arranjar um namorado. “Eu tinha vergonha, muita vergonha. Algumas amigas minhas que a gente tomava banho juntas, se vestia juntas, começaram a se vestir longe de mim pesando que eu ia olhar ou que ia mudar alguma coisa entre a gente”.
Apesar de se sentir segura com sua namorada, elas não andam de mãos dadas em todo lugar. “A gente sabe uns lugares, ela não gosta e eu não me sinto confortável porque muita gente ainda olha estranho”.
Mesmo com o preconceito, Andreia afirma que hoje se sente feliz. “Quando eu fiquei com uma menina descobri que aquela foi a primeira vez que eu tinha beijado”.
Saúde nas relações sexuais entre mulheres
Um dos exemplo da invisibilidade de direitos levantada por Ayza é nas políticas públicas de saúde. Apesar de existirem algumas informações que indicam a preocupação do Ministério da Saúde a respeito da prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) em relações entre mulheres (vide Relatório da Oficina Atenção à Saúde de Mulheres Lésbicas Bissexuais clicando aqui e a cartilha de Políticas e diretrizes de prevenção das DST/aids entre mulheres clicando aqui), ainda é muito menos corriqueiro o uso desses métodos entre mulheres que se relacionam com outras mulheres.
DSTs e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) como sífilis, herpes genital, HPV, ou mesmo tricomoníase, gonorreia clamídia são perfeitamente possível de serem transmitidas em relações entre mulheres. Já a transmissão de HIV é consideravelmente menor, quase inexistente, apesar de não haver estudos em grande escala que comprovem taxas de infecção.
Por isso, o uso de camisinhas, dedeiras ou mesmo papel filme (no sexo oral), por exemplo, é recomendável, assim como no uso de outros objetos nas relações sexuais. O cuidado em relação à exposição ao sangue é importante. A higiene das mãos, boca assim como dos genitais é também necessária, assim como o cuidado com machucados em boca e mãos ou unhas que possam cortar a parceira.
Badalo

Em Juazeiro, no Teatro do Sesc, na noite desta quarta-feira (28), aconteceu a 3º Edição do Chá Lilás, espaço de união em prol da luta das mulheres lésbicas. O evento foi promovido pela Associação Beneficente Madre Maria Villac (ABEMAVI) e Associação Caririense Pela Diversidade e Inclusão (ACEDI) com parceria de outras associações e instituições. O evento contou com rodas de conversa, premiações e apresentações de grupos de danças e DJs.
Ayza Teles, secretária e militante da ACEDI, que luta por visibilidade e direitos humanos, afirma que o Dia da Visibilidade Lésbica não é apenas comemorativo. “É muito importante que tenhamos consciência que esse dia 29 de agosto vem sendo reivindicado desde 1996 com o intuito de mostrarmos as nossas pautas para visibilidade e para garantirmos o nosso direito de espaço na sociedade”, afirma.
“Nos fazemos fortes e rompemos silêncios. Fazemos com que as violações que sofremos sejam registradas e nomeadas”, diz Ayza em relação ao significado da data para a comunidade lésbica, reforçando que a luta é diária, e não só no 29 de agosto. “Não só nesse dia, mas todos os dias queremos ter os nossos direitos garantidos”.
A mulher lésbica na sociedade
A design de sobrancelha Andreia Rufino, também conta um pouco da sua experiência com a descoberta e aceitação de sua sexualidade. “Não queria me aceitar, eu tinha medo da sociedade. É sempre aquilo de homem foi feito para a mulher e mulher para homem”, diz ela.
Andreia conta que, no início, a própria mãe afirmou que aquilo era coisa de sua cabeça, “apenas umas fase”, e que ela precisava arranjar um namorado. “Eu tinha vergonha, muita vergonha. Algumas amigas minhas que a gente tomava banho juntas, se vestia juntas, começaram a se vestir longe de mim pesando que eu ia olhar ou que ia mudar alguma coisa entre a gente”.
Apesar de se sentir segura com sua namorada, elas não andam de mãos dadas em todo lugar. “A gente sabe uns lugares, ela não gosta e eu não me sinto confortável porque muita gente ainda olha estranho”.
Mesmo com o preconceito, Andreia afirma que hoje se sente feliz. “Quando eu fiquei com uma menina descobri que aquela foi a primeira vez que eu tinha beijado”.
Saúde nas relações sexuais entre mulheres
Um dos exemplo da invisibilidade de direitos levantada por Ayza é nas políticas públicas de saúde. Apesar de existirem algumas informações que indicam a preocupação do Ministério da Saúde a respeito da prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) em relações entre mulheres (vide Relatório da Oficina Atenção à Saúde de Mulheres Lésbicas Bissexuais clicando aqui e a cartilha de Políticas e diretrizes de prevenção das DST/aids entre mulheres clicando aqui), ainda é muito menos corriqueiro o uso desses métodos entre mulheres que se relacionam com outras mulheres.
DSTs e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) como sífilis, herpes genital, HPV, ou mesmo tricomoníase, gonorreia clamídia são perfeitamente possível de serem transmitidas em relações entre mulheres. Já a transmissão de HIV é consideravelmente menor, quase inexistente, apesar de não haver estudos em grande escala que comprovem taxas de infecção.
Por isso, o uso de camisinhas, dedeiras ou mesmo papel filme (no sexo oral), por exemplo, é recomendável, assim como no uso de outros objetos nas relações sexuais. O cuidado em relação à exposição ao sangue é importante. A higiene das mãos, boca assim como dos genitais é também necessária, assim como o cuidado com machucados em boca e mãos ou unhas que possam cortar a parceira.
Badalo