Com presença de Fernanda Montenegro, Ciro e Haddad, Cine Ceará começa com tom político

Blog do  Amaury Alencar


(Foto: Sarah Costa)
Em um ano em que o audiovisual ficou na dicotomia entre problemas políticos e repercussões positivas, o 29º Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema abriu na noite desta sexta, 30, com a exibição de um dos principais representantes da pulsante produção do cinema brasileiro - e nordestino, em especial. 

“A Vida Invisível”, do cearense Karim Aïnouz, foi exibido pela primeira vez em terras brasileiras no Cineteatro São Luiz, no Centro, com a presença das atrizes Fernanda Montenegro, Julia Stockler e Carol Duarte. Participaram ainda da ocasião o governador Camilo Santana, Ciro Gomes e o secretário da Cultura do Estado Fabiano Piúba. De surpresa, o ex-presidenciável Fernando Haddad apareceu pouco antes do início da cerimônia.

Protestos contra o novo reitor da Universidade Federal do Ceará também ocorreram.
Em meio ao momento de cortes e perseguições à atividade cultural por parte do Governo Federal, a tônica do evento foi de resistência. "A Agência Nacional do Cinema é uma instituição que devemos defender como patrimônio brasileiro", afirmou Fabiano. 

O governador Camilo Santana ressaltou a importância de investimentos na cultura. "Um país só tem cara, valoriza suas raízes e cria desenvolvimento se investir em educação, cultura, ciência e tecnologia. A cada ataque contra a cultura, vamos fazer mais ação no Estado", afirmou.

Camilo adiantou que na próxima terça os 100 servidores do concurso da Secult serão convocados. Além disso, também firmou compromisso de dobrar os recursos investidos pelo governo do estado no audiovisual neste segundo mandato.

Na ocasião, Karim recebeu homenagem pela carreira na forma do Troféu Eusélio Oliveira, entregue pelas mãos de Fernanda Montenegro. "O Brasil vai dar certo. É na arte que o Brasil vai dar certo. É na arte que o Brasil dá certo", discursou a atriz. Emocionado, o diretor afirmou: "Somos todos Fernanda Montenegro".

Antes de apresentar o filme, o diretor leu mensagem contra Cândido Albuquerque. Manifestantes subiram ao palco com faixa contra a intervenção e o público gritou palavras de ordem. No discurso de apresentação, louvou o cinema brasileiro e a Ancine, além de ter dedicado a sessão à mãe, Iracema, e a todas as mulheres presentes.

Para quem não conseguiu conferir a abertura, o festival anunciou que na manhã deste sábado, 31, haverá sessão extra de “A Vida Invisível” às 10 horas no Cinema do Dragão, com ingressos gratuitos sendo disponibilizados a partir das 9 horas.

Antes de apresentar o filme, o diretor leu mensagem contra Cândido Albuquerque. Manifestantes subiram ao palco com faixa contra a intervenção e o público gritou palavras de ordem. No discurso de apresentação, louvou o cinema brasileiro e a Ancine, além de ter dedicado a sessão à mãe, Iracema, e a todas as mulheres presentes.

o Povo