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04/06/2021

Motoristas de ônibus anunciam greve em Fortaleza a partir de terça Feira

 


A paralisação será uma cobrança por reajuste salarial e a aplicação de vacinas (Foto: Aurelio Alves)
A paralisação será uma cobrança por reajuste salarial e a aplicação de vacinas (Foto: Aurelio Alves)

Motoristas de ônibus anunciaram que entram em greve a partir da zero hora da próxima terça-feira, 8 de junho (08/06). Em assembleia nessa quinta-feira, 3, os profissionais do transporte rodoviário de Fortaleza aprovaram a data de início da paralisação. A decisão da categoria é por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

Desde o dia 29, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro) já havia decidido por estado de greve. A assembleia de quinta, com cerca de 200 profissionais, ocorreu para definir a data do início da paralisação, marcada para começar à zero hora da terça-feira. "Não tivemos reajuste salarial ano passado e os empresários querem dar zero ajuste este ano em uma inflação de 7,59%", explica o sindicato por meio das redes sociais.

De acordo com o sindicato no ano passado já não houve reajuste e este ano ainda não havia indicativos. "Os empresários que receberam R$ 48 milhões do Governo e da Prefeitura, se recusam a dar reajuste salarial em 2021 de novo", pontua a categoria. Eles pedem um reajuste de 9% desse ano, calculado em cima do acumulado do ano passado, em que não o reajuste. A Região Metropolitana de Fortaleza ficou em abril com o índice acumula alta de 3,36% e, em 12 meses, de 8,03%.


Ainda sem vacina

A pandemia também deve ser outro motivo pelo início da greve. Eles estimam que 20 motoristas de ônibus tenham morrido em decorrência de Covid-19 durante a pandemia e cobram que o grupo ainda não foi contemplado com as vacinas. A categoria fazia parte do quarto grupo prioritário, que inclui trabalhadores da educação; funcionários do sistema prisional, pessoas em situação de rua e outros profissionais do transporte como aeroportuários. Entretanto, foi retirado e os profissionais devem ser imunizados como parte da população em geral. O avanço para a população fora dos grupos prioritários é prevista para começar neste domingo, 6. 

Segundo a Prefeitura de Fortaleza, a decisão sobre a vacinação foi tomada após uma reunião da Comissão Intergestores Bipartite do Ceará (CIB-CE), em que se reúnem representantes de secretarias municipais e agentes da Secretaria da Saúde (Sesa). Para a quarta etapa, foram confirmados como prioritários, segundo pactuação da CIB, trabalhadores da Educação, forças de Segurança e Salvamento, Forças Armadas, funcionários do Sistema de Privação de Liberdade, trabalhadores portuários e do transporte aéreo.

Após o cumprimento de 90% das metas das quatro fases prioritárias do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacinação contra a Covid-19 vai seguir para a população geral do Estado, escalonada por idade em ordem decrescente de 59 anos a 18 anos. " A partir da quantidade vacinas, que estejam disponíveis, nós seguiremos em ordem decrescente de idade até que toda a população de 59 a 18 anos possa ser contemplada com a vacina", pontua a titular da Secretária Municipal de Saúde (SMS), Ana Estela.

Por meio de nota, o Sindiônibus, que representa os empresários de ônibus, ressaltou que não foi notificado nenhuma paralisação do sistema de transporte urbano e, caso seja notificado, tomará as medidas necessárias. A entidade destaca, também, que não conhece nenhum instrumento que estabeleça o termo “estado de greve”, e que o transporte público se configura como serviço essencial. "Por isso, greves devem ser obrigatoriamente informadas ao Sindiônibus, as autoridades e a população com no mínimo 72 horas de antecedência", pontuou o texto.

O sindicato aponta que as empresas associadas estariam buscado "honrar seus compromissos", com o pagamento dos salários dos colaboradores e aponta uma "crise financeira mais aguda da história do setor de transporte". O Sindiônibus ressaltou que está aberta ao diálogo e afirma que a pauta deve ser debatida por meio de negociações." O Sindiônibus repudia qualquer ato que prejudique a circulação dos ônibus e impeça o deslocamento da população e reitera que está sempre aberto ao diálogo. A entidade acredita que as pautas devem ser tratadas sob negociação, sem prejuízo ao fornecimento do serviço de transporte", conclui  nota.

                   o Povo 

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