28/04/2021

II Encontro do Sistema Estadual de Cultura aborda plano estadual e municipais de Cultura

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Em uma manhã bastante rica em conteúdos e exposições sobre Plano Estadual e Municipal de Cultura, Sistemas Estaduais, Fóruns e Conselhos, o 3º Dia do II Encontro do Sistema Estadual de Cultura reuniu mais de 300 gestores e dirigentes estaduais e municipais, além de representantes de fóruns, conselhos e outras entidades da Cultura das diversas regiões do Ceará.

Dando início às atividades transmitidas pelo Canal do YouTube da Secult https://youtu.be/SDXY6s41tR0 a secretária Executiva da Secult, Luisa Cela falou da importância de se conhecer os orçamentos para a elaboração dos planos municipais e expôs diretrizes, metas, e políticas culturais em destaque no Plano Estadual de Cultura, aprovado em 2016, que aponta a um horizonte para a política cultural no Ceará para os próximos dez anos. “O nosso plano está disponível para consulta no site da Secult, e é o resultado do planejamento, escuta e debates com todos os integrantes do Campo Cultural. Traz um histórico de como chegamos aqui. No entanto, não podemos perder de vista que o Plano é também uma corresponsabilidade da sociedade civil – sobretudo do setor artístico e do campo cultural –, mantendo seu olhar atento e sua atuação orgânica para juntos trabalharmos no desenvolvimento de suas ações e no atingimento de suas metas”, ressaltou Luisa Cela.
Plano Estadual de Cultura

“Manter essa dinâmica será vital para o êxito de todo Plano, porque ele é resultado de uma construção social e coletiva. Por isso é tão importante ser compartilhado, que entendamos as premissas e desafios prioritários para serem aplicados, a transparência do uso dos recursos. Com um plano, podemos acompanhar como estamos construindo políticas culturais que historicamente reforçaram os processos de exclusão no país, e assim conseguir reverter esta injustiça histórica de etnias, identidade, gênero etc. Além de nos permitir estabelecer diretrizes e ver como os temas transversais estão se refletindo nas ações que estamos desenvolvendo. É um guia para que possamos alcançar os resultados que estamos colocando como importantes para o que sonhamos”, finalizou a secretária Executiva de Planejamento e Gestão Interna da Secult, Mariana Braga.

O evento contou com a mediação da Coordenadora da Política do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca da Secult, Goreth Albuquerque que ressaltou “Se o Ceará é a terra do Sol, o nosso Plano de Cultura é nosso Farol”, finaliza a coordenadora.

A atividade contou ainda com exposições da Coordenadora de Artes e Cidade, Valéria Cordeiro que destacou a importância do Plano de Cultura, antes da apresentação da estrutura do Sistema Estadual de Cultura, e dos Sistemas de Museus, Arquivo e Bibliotecas Estaduais. “Com esta carta de navegação vamos trabalhar todos os dias, sabendo nossos objetivos e metas. Com ele saímos muito mais fortalecidos, e conseguimos seguir com mais segurança. Esperamos que as secretarias possam investir nos seus planos municipais de cultura, para avançar no fortalecimento das políticas culturais como um todo no estado”, destacou a Coordenadora Valéria, enquanto citava o Plano Estadual de Cultura.

Sistemas de Cultura

A apresentação do Sistema Estadual de Cultura ficou a cargo da analista de cultura, Cris Viana, lotada na CODAC. “O Sistema Estadual de Cultura tem como uma de suas ações qualificar a política de cultura de forma integrada entre os municípios, estado e união. Ter um sistema, nos permite também uma maior garantia de dados para a criação de indicadores na Cultura, que são norteadores para a criação das políticas públicas, para as definições de orçamentos e para a implementação de ações”, finalizou Cris.

Sistema Estadual de Bandas de Música

Apresentado por Caio Talmag, o SEBAM hoje tem como uma das características mais importantes, resultantes dos últimos encontros estaduais, as ações formativas. “Esta diretriz faz com que possamos nos profissionalizar neste espaço, além do compartilhamento de experiências. As bandas de música são muito importantes, são um canal de fortalecimento da cultura nos municípios, da cena cultural local e tem grande papel na formação”, ressaltou o representante.

O Sistema Estadual de Teatros(SET) foi apresentado pelo Diretor do TJA Pedro Domingues (teatro). Já o Sistema Estadual de Museus (SEM) foi exposto pela analista em Cultura Roberta Machado, que destacou que em 2021 estão previstas como ações a Revisão da Legislação da proposição da respectiva minuta orçamentária para os museus, a criação de logomarca para SEMCE, a Criação do Site institucional do Sistema de Museus e a Difusão de Acervos.

Raquel Caminha, analista de Cultura apresentou as ações e metas do Sistema Estadual de Arquivo – SEDARQ. Na ocasião, pontuou algumas ações já em realização e a missão do sistema. Destacando que o Sedarq tem como função facilitar o acesso ao patrimônio arquivístico público de acordo com as necessidades da comunidade.

A Coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas expôs as principais ações do Sistemas, ressaltando a grande importância para a manutenção de acervo de muitas bibliotecas no estado.

Desafios da participação social na cultura

A última mesa de apresentações desta manhã (28/4), sobre Desafios da participação social na cultura, contou com a participação de Andrea Vasconcelos (Conselheira Circo), Diego Clayton (Articulador da Rede de Apoio a Cultura de Caucaia, artista circense); Gerlídia Tavares (Fórum de Cultura e Turismo do Sertão Central e da Cia Rastro de Dança – Quixadá); Lucas Lawoss (Fórum Regional de Políticas Culturais dos Sertões de Canindé), sob a mediação de Joaquim Araújo (CCBJ) e Xaui Peixoto (Cultura em Rede).

Para a socióloga, conselheira do CEPC, e produtora Cultural Andrea Vasconcelos, a participação popular nas ações do Sistema Estadual de Cultura tem o papel decisivo e definitivo na execução das políticas públicas. “Ao participar estamos possibilitando a escutatória, estamos possibilitando a elaboração, o fortalecimento, a representatividade”, destacou a conselheira. “Se há algo que gostaria de sugerir ao novos gestores municipais é Façam o diagnóstico, identifiquem as linguagens, as manifestações, produzam informações qualificadas, por fim possibilite a participação de todos, para que possamos entender mais a gestão pública, e sejamos propositivos, encaminhando melhor as demandas das comunidades.

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