Engenheiros e empresário são presos e agente público é afastado por corrupção no Eusébio

 




Investigações envolvem a Prefeitura de Eusébio (Foto: ALEX GOMES/Especial para O POVO)
Investigações envolvem a Prefeitura de Eusébio (Foto: ALEX GOMES/Especial para O POVO)

Dois engenheiros e um empresário foram presos em investigação contra fraudes em licitação no Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza. Os engenheiros foram alvos de mandados de prisão temporária na manhã desta terça-feira, 26, enquanto o empresário teve mandado de prisão preventiva cumpridos na 4ª fase da Operação Banquete, do Ministério Público do Ceará (MPCE). Eles são investigados por suspeita de fraudes em licitações para locação de máquinas pesadas na Prefeitura de Eusébio. A operação é realizada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com o apoio do Departamento Técnico Operacional da Polícia Civil.

Houve também um agente público que foi afastado. A identidade dos engenheiros, do empresário e do ocupante de função pública não foram informados pelo MPCE. São cumpridos mandados mandados de busca e apreensão. Equipamentos eletrônicos e documentos foram apreendidos.

Na semana passada, na mesma operaçãoforam presos empresário, engenheiro e agente público, cujos nomes também não foram divulgados.


A operação investiga possível associação criminosa entre empresários do ramo da construção e agentes públicos. Eles fraudariam levantamento de preços em licitação para locação de máquinas usadas em conservação de estradas, rodovias e outras áreas. Haveria favorecimento a empresa pela Comissão de Licitação.

As investigações começaram em 2019 e a Operação Banquete foi deflagrada em 19 de agosto de 2020. Inicialmente foram investigadas suspeitas de fraudes em licitação ou dispensa de licitação cometidas por empresários do ramo de alimentação e serviços gráficos. Desde então foram cumpridos 17 mandados de prisão, 24 de busca e apreensão e seis afastamentos de agentes públicos por suspeitas de . Já foram denunciadas 19 pessoas à Justiça. O Gecoc calcula que as fraudes teriam rendido R$ 7,6 milhões pela manipulação de licitações, com combinação entre os concorrentes.

De acordo com o Ministério Público, pessoas de baixa renda seriam usadas como "laranjas", aparecendo formalmente como sócias de empresas, com objetivo de ocultar os verdadeiros beneficiários dos recursos. 

    O POVO 

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