Elenira optou pelo microcrédito para expandir seu negócio
Elenira optou pelo microcrédito para expandir seu negócio

A necessidade de ganhar dinheiro é muitas vezes o motor inicial para quem busca empreender. Tanto que em meio à pandemia, o chamado empreendedorismo de necessidade cresceu no país. Encontrar um nicho de mercado que se encaixe não só na necessidade, mas também com a afinidade, é certamente um desafio.

Há sete anos, Elenira de Freitas, 63, decidiu que mudaria de vida abrindo seu próprio negócio. Alimentação foi o segmento escolhido pela agente administrativa. A escolha não foi aleatória: ela cresceu dentro da marmitaria da mãe, com quem aprendeu as nuances da cozinha profissional: “sou funcionária do Estado, mas eu sempre trabalhei nesse ramo de alimentação para poder complementar minha renda”, conta.

Werbeson apostou no empreendedorismo para mudar sua condição financeira
Werbeson apostou no empreendedorismo para mudar sua condição financeira (Foto: Divulgação)


Werbeson Feitosa, 25, até então estudante de Engenharia de Alimentos pela UFC, percebeu um filão de mercado: lojas de capinhas para celular. Há pouco mais de dois anos, bolsista da universidade e ganhando R$ 400 mensais, decidiu melhorar sua condição financeira e apostou no setor dos eletrônicos para empreender: “Escolhi esse segmento por ser interessante; praticamente todas as pessoas usam pelo menos 1 aparelho de celular, ou seja, é um ramo com alta possibilidade de prospecção de clientes”, lembra.

Para inciar um negócio do zero, era preciso um mínimo de investimento, tanto para Elenira como para Werbeson. Ambos optaram por um empréstimo que gerasse base financeira para o sonho. Elenira usou seu primeiro financiamento na compra de mercadorias para seu restaurante, o que possibilitou, aos poucos, a expansão de seu pequeno negócio, que hoje, além de restaurante, é também lanchonete. “Meu primeiro empréstimo foi para comprar mercadorias e maquinário. Aos poucos, fui ampliando meu negócio. Hoje, faturo em média R$ 65 mil ao ano”.

Já Werbeson utilizou os R$ 1 mil iniciais como capital de giro para aumentar a variedade de produtos, o que ajudaria seu jovem empreendimento também a crescer: “Serviu e serve até hoje! Foi a “ponte” para o crescimento da minha loja. Depois do empréstimo, passei a ter estabilidade financeira e posso trabalhar sem medo”. Hoje, a loja de eletrônicos dele fatura R$ 81 mil anualmente.

Para alavancar seus negócios, ambos utilizaram o maior programa de microcrédito produtivo e orientado da América do Sul, o Crediamigo do Banco do Nordeste. “Através do Crediamigo eu iniciei o meu restaurante. Fui fazendo os empréstimos e sempre que terminava, renovava. Hoje, tenho um restaurante e uma lanchonete graças ao Crediamigo”, afirma a empreendedora Elenira.

Werbeson, que começou com o empréstimo de R$ 1 mil, hoje conta com R$ 7.800 de crédito, que parcela em 4 vezes. Com o dinheiro, “compro mercadorias, faço manutenção da loja, invisto no layout, no marketing. Por exemplo, neste momento estou fazendo a manutenção do ar-condicionado”, explica Werbeson, que continua na carteira de clientes do Banco do Nordeste, assim como Elenira. Ele conta, ainda, que o vínculo permanente com o Crediamigo do Banco do Nordeste traz a confiança de ter garantia financeira: “Já sei o mês em que eu vou receber dinheiro para investir. É uma confiança, uma certeza de que sempre terei capital de giro”, afirma.

Até 22 de outubro deste ano, o Banco do Nordeste desembolsou mais de R$ 9 bilhões para financiamento aos microempreendedores, com 3.359.576 operações contratadas e mais de 2 milhões de clientes ativos. Destes, 85% são informais, mais de 70% são mulheres e 44% são beneficiários do Bolsa Família. Comércio e Serviços são os setores que mais se valem da modalidade de empréstimo. No Ceará, nos dez primeiros meses de 2020, as contratações do Crediamigo alcançaram R$2,5 bilhões, montante 7,1% superior às contratações realizadas em igual período do ano passado, que somaram R$ 2,3 bilhões. Somente no Estado, o número de operações em 2020 já ultrapassou a marca de 1 milhão.

Segundo o superintendente de Microfinanças do Banco do Nordeste, Antônio Jorge Guimarães, uma das grandes vantagens do Crediamigo é ter crédito rápido (em no máximo 7 dias os recursos estão disponíveis) e desburocratizado, com a possibilidade de renovação em até 24 horas: “Além disso, o crédito é acompanhado de orientação financeira e assessoria empresarial, prestadas pelo agente de microcrédito, no próprio local ou na comunidade em que o cliente comercializa seus produtos”, explica.

Cópia do RG, comprovante de residência e formação de um grupo solidário, de pelo menos 3 a 4 pessoas, são os pré-requisitos para realizar a operação no BNB. “O programa Crediamigo apresenta as melhores condições em termos de encargos para o público do microcrédito e as condições mais favoráveis para acessar o crédito, permitindo que até aqueles que se encontram com algum tipo de registro negativo em órgão de proteção ao crédito como SPC e SERASA, com exceção do registro no Cadin, possam receber empréstimos”, enfatiza o superintendente.

O microcrédito na pandemia:
Com a chegada da pandemia ao país, microempreendedores como dona Elenira foram bastante impactados e viram seu faturamento cair drasticamente. Ela conta que o a prorrogação da data de pagamento da parcela disponibilizada pelo banco foi primordial para que ela não ficasse inadimplente. Pensando justamente em realidades semelhantes às de Elenira, o BNB desenvolveu diversas ações para dar maior suporte durante a pandemia:

1) reprogramação do cronograma de pagamentos das operações dos clientes, concedendo, no primeiro momento, prorrogação de 90 dias nos vencimentos, e depois, condições diferenciadas para renegociação;


2) antecipação das operações que se venceriam mais à frente com concessão de créditos novos;


3) créditos complementares para clientes que tinham capacidade de pagamento para assumir novos empréstimos;


4) investimentos em tecnologia e ajustes no nosso modelo de negócios para facilitar o atendimento dos nossos clientes por meio dos canais digitais.

Expansão em meio à pandemia
Por outro lado, Werbeson conta que foi justamente agora durante a pandemia, que ele acompanhou um crescimento expressivo de seu negócio: “As pessoas passaram a fazer lives, vídeo conferência, sendo necessário o uso do celular ou de computador. O que eu vendi de cabo, fone de ouvido com microfone, teclado e mouse pra computador...”, lembra o micro empreendedor que não perdeu tempo: contratou novo empréstimo para atender a crescente demanda.

Crediamigo
O programa oferece capital de giro e investimento para micro e pequenos empreendedores, com financiamentos que variam de R$ 100 a R$ 21 mil, contemplando empreendedores individuais ou em grupo. Mais de 2 milhões de empreendedoresjá foram atendidos pelo programa, que, além do crédito, oferece orientação para uma aplicação eficiente do recurso. A instituição dispõe de 3.500 colaboradores (agentes de microcrédito) e mais de 470 unidades do Crediamigo espalhadas por todo o Nordeste. Para acessar o Crediamigo, os interessados devem procurar o Banco do Nordeste por meios dos seus canais de atendimento, SAC, site ou baixando o aplicativo do programa.

Canais de atendimento BNB:
SAC - 08007283030
www.bnb.gov.br  
App Crediamigo

 

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( O POVO) 

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